ANÁLISE DO TEMPO DE FUGA EM ONISCIDEA (TATUZINHOS-DE-JARDIM) SOB INFLUÊNCIA DE LUZ BRANCA E LUZ NEGRA EM LABORATÓRIO

Autores

Palavras-chave:

Comportamento, Luminosidade, Sensibilidade

Resumo

Os isópodes são crustáceos que habitam ambientes marinhos, dulcícolas e terrestres. Dentre eles, destacam-se os tatuzinhos-de-jardim, da subordem Oniscidea, os quais são animais sensíveis à umidade e luz, utilizando estruturas sensoriais para buscar locais escuros e úmidos. Essa sensibilidade à luminosidade influencia diretamente seus comportamentos, como a fuga. Estudos indicam que a luz interfere na velocidade e no tempo de fuga desses organismos, sendo o presente trabalho voltado à análise desse comportamento sob luz branca e luz negra.  O experimento procedeu-se com a exposição de 5 animais na luz, com 3 réplicas para ambas as luzes, sendo contabilizado o tempo de fuga dos organismos, e utilizou-se o Teste T para verificar se houve diferença entre os grupos. O grupo exposto à luz branca obteve média de 43,3 segundos, enquanto aqueles submetidos à luz negra apresentaram média de 105 segundos, a análise estatística demonstrou uma diferença significativa entre os grupos (P<0,05).  A partir dos resultados, é possível inferir que diferença no tempo de fuga desses animais pode estar relacionado com a percepção ou não do tipo de luz em relação ao seu comprimento de onda, visto que o comprimento da luz branca vária em torno de 400nm a 700nm, enquanto a luz negra é em torno de 315nm a 400nm. Neste sentido, é possível deduzir que esses animais têm uma percepção maior da luz branca em relação à luz negra, pelo fato de terem apresentado uma sensibilidade maior, verificada no menor tempo de fuga associado a esse espectro.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2026-04-29

Como Citar

SOUSA, GABRIEL DOS ANJOS; OLIVEIRA, ANNA LÍDIA DOS SANTOS; CAMPOS, PALOMA SOUZA SANTOS; CUNHA, VIVIAN FRANSOZO. ANÁLISE DO TEMPO DE FUGA EM ONISCIDEA (TATUZINHOS-DE-JARDIM) SOB INFLUÊNCIA DE LUZ BRANCA E LUZ NEGRA EM LABORATÓRIO. Biosemana, [S. l.], v. 4, p. 17, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/biosemana/article/view/4684. Acesso em: 19 maio. 2026.

Edição

Seção

Meio Ambiente e Biodiversidade