FORMAÇÃO E MANEJO DE COLEÇÕES OSTEOLÓGICAS HUMANAS: ASPECTOS ÉTICO-CIENTÍFICOS, HIGIENIZAÇÃO E CONSERVAÇÃO PARA O ENSINO E A PESQUISA EM CIÊNCIAS FORENSES
Palavras-chave:
Antropologia forense, Coleção osteológica, Identificação humanaResumo
As coleções osteológicas humanas identificadas representam instrumentos para avanços das pesquisas em Ciências Forenses, pois oferecem suporte ao desenvolvimento de novas metodologias de identificação e formação de profissionais, viabilizando práticas investigativas e experimentais. Diante dos altos índices de violência no Brasil, é evidente a necessidade contínua da realização de exames antropológicos forenses nas investigações criminais. Este trabalho tem como propósito relatar a constituição de uma coleção osteológica humana identificada, estruturada em princípios éticos, científicos e metodológicos, voltada para criação de um acervo técnico e didático. O processo teve início com doação autorizada pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos de Aracaju, Sergipe. Foram cedidas 300 ossadas de adultos jovens e senil, em conformidade com o decreto municipal n° 5.517, que regulamenta a destinação de restos mortais a instituições de ensino e pesquisa, após o término do período legal de decomposição acrescido de um ano, sem manifestação dos familiares. As ossadas foram entregues em sacos, contendo informações como nome, data de nascimento, óbito e exumação. O material foi encaminhado ao Laboratório de Anatomia Humana do IMS/UFBA de Vitória da Conquista, numerado e preparado para higienização. Cada ossada passou por protocolo padronizado: lavagem inicial, escovação com detergente, nova lavagem, imersão em solução de peróxido de hidrogênio por 24 horas, enxágue e secagem. Em seguida, os ossos foram armazenados em sacos próprios, etiquetados e organizados em sequência numérica. A coleção osteológica do IMS/UFBA constitui um recurso estratégico para pesquisas forenses no Brasil, fortalecendo a construção de metodologias avançadas de identificação humana.
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