PROTOCOLO DE CULTIVO DE GÊMULAS DE ESPONJA DE ÁGUAS CONTINENTAIS
Palavras-chave:
Desenvolvimento, Reprodução, SpongillidaResumo
Esponjas de água doce produzem estruturas assexuadas chamadas gêmulas, que atuam como corpos de resistência e dispersão, contendo células totipotentes e espículas especializadas. O cultivo de gêmulas consiste em estimular a germinação em condições controladas. Este estudo apresenta um protocolo para cultivo de gêmulas de esponjas coletadas no rio Piaba, em Mucugê-BA. O protocolo consiste em coletar espécimes com gêmulas, acondicionando-os em sacos plásticos com água do local e levá-los ao laboratório. Para germinarem rapidamente, o experimento deve ser iniciado logo após a coleta. No laboratório, remova as gêmulas da esponja com auxílio de pinça sob estereomicroscópio, e coloque-as numa placa de Petri contendo água do local de coleta. Em seguida, transfira-as para outra placa para serem esterilizadas por meio da sua imersão em peróxido de hidrogênio a 1% por 1 minuto, depois enxágue dez vezes com água mineral. Para o cultivo, transfira as gêmulas esterilizadas e limpas para placas com 24 poços, contendo 3 mL de água do local, coloque uma gêmula em cada poço. A água (2 mL) deve ser trocada a cada 48 horas. Observe as gêmulas diariamente durante 30 dias, período necessário para avaliar os estágios iniciais de desenvolvimento da esponja: estágio 0 (repouso), estágio 1 (eclosão, células migram do foramen), estágio 2 (formação de espículas), estágio 3 (câmaras coanocitárias formadas) e estágio 4 (formação do ósculo e sistema aquífero). Este protocolo tem se mostrado eficiente para acompanhar o desenvolvimento inicial das esponjas de água doce, fornecendo informações relevantes sobre a biologia das espécies de Spongillida.
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