GRUPOS FUNCIONAIS TRÓFICOS DE INSETOS AQUÁTICOS EM DIFERENTES MESOHABITATS, NA NASCENTE DO RIO TIJUÍPE, URUÇUÇA, BAHIA
Resumo
Insetos aquáticos podem ser classificados em grupos funcionais tróficos (GFT). Sua distribuição espacial em riachos se relaciona aos mesohabitats, como bancos de folhiço, areia, corredeira e remanso. O estudo objetivou avaliar se existe diferença na abundância e riqueza de GFT entre banco de areia (BA) e folhiço (FO), na nascente do Rio Tijuípe, Parque Estadual Serra do Conduru, Bahia. As coletas foram realizadas em três pontos, distantes 10 m entre si, pelo método de quick sampling com rede em “D”. Foram medidas variáveis limnológicas com multiparâmetros HANNA. Foi aplicada ANOVA fatorial (software R) para comparar os grupos funcionais tróficos entre mesohabitats (α = 0,05). Foram encontrados quatro grupos tróficos e 15 famílias. Coletor-catador (composto por quatro famílias) foi o grupo com maior abundância média (6,7±4,5 em BA e 11,7±10,6 ind. em FO). Predador foi o segundo em abundância (média de 3,0±2,0 em BA e 1,3±0,6 ind. em FO). Este grupo apresentou maior riqueza (oito famílias). Coletor-filtrador obteve baixa abundância (média de 0,3±0,6 ind. em BA e 1,0±1,0 ind. em FO). Raspador foi exclusivo de folhiço. Não houve diferença na abundância entre os mesohabitats (F=0,347; GL=1 e 12; p=0,567), mas houve diferença entre GFT (F=5,36; GL=2 e 12; p=0,022). As variáveis limnológicas indicaram condições relativamente homogêneas. Esses achados sugerem que a distribuição espacial da comunidade está mais relacionada às estratégias alimentares dos macroinvertebrados que às características físicas do habitat.
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