EFEITOS DA SPATHODEA CAMPANULATA SOBRE INSETOS EM VITÓRIA DA CONQUISTA-BA

Autores

Palavras-chave:

Arborização urbana, Biodiversidade, Polinizadores

Resumo

A Spathodea campanulata (Espatódea), popularmente conhecida como espatódea-africana, é uma espécie exótica amplamente utilizada na arborização urbana do Brasil. Estudos recentes apontam que suas flores acumulam um néctar gelatinoso e substâncias tóxicas capazes de afetar diferentes grupos de insetos. Essas substâncias, como alcaloides neurotóxicos presentes no néctar e no pólen, além da mucilagem viscosa que prende os insetos, podem causar a morte principalmente de abelhas e outros polinizadores. O objetivo deste trabalho foi identificar os insetos encontrados mortos no interior das flores de S. campanulata em bairros de Vitória da Conquista, Bahia. A metodologia consistiu em inspeções diretas das flores em 10 indivíduos da espécie, seguida da coleta e identificação dos insetos presentes. Foram identificados sete indivíduos pertencentes a cinco espécies: Trigona spinipes (3), Paratrigona subnuda (1), Polybia sp. (1), Eurytomidae sp. (1) e Anastrepha sp. (1). Do total de insetos, 71,4% foram encontrados em áreas periféricas e 28,6% em áreas centrais da cidade. Esses achados confirmam que a presença de S. campanulata pode representar risco à fauna entomológica local, especialmente a polinizadores sociais como os meliponíneos. Conclui-se que a substituição gradual desta espécie por árvores nativas, como pau-brasil (Paubrasilia echinata), umbuzeiro (Spondias tuberosa) e tamboril (Enterolobium contortisiliquum), deve ser considerada em programas de arborização urbana, visando à conservação da biodiversidade e à sustentabilidade ambiental.

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Publicado

2026-04-29

Como Citar

PEREIRA, PAULO VITOR DE JESUS; DE ALMEIDA, RAMON TEIXEIRA; SOUSA, ENILSON QUEIROZ; PEREIRA, CINTHIA CARLOS. EFEITOS DA SPATHODEA CAMPANULATA SOBRE INSETOS EM VITÓRIA DA CONQUISTA-BA. Biosemana, [S. l.], v. 4, p. 10, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/biosemana/article/view/4745. Acesso em: 19 maio. 2026.

Edição

Seção

Meio Ambiente e Biodiversidade