DINHEIRO E ZOOLOGIA: A BIODIVERSIDADE RETRATADA NO REAL
Palavras-chave:
Cédulas, Educação ambiental, Fauna nativaResumo
O uso de representações animais em cédulas monetárias constitui uma estratégia relevante de divulgação científica e valorização da biodiversidade regional. Diferentes países têm adotado a prática de incluir espécies nativas em seus meios de circulação econômica, o que contribui não apenas para reforçar a identidade cultural, mas também para promover a educação ambiental junto à população. A metodologia deste trabalho consistiu em um levantamento documental das famílias do real, foco do trabalho, e em uma abordagem descritiva acerca dos animais que estampam as notas. O atual conjunto de cédulas brasileiras apresenta espécies emblemáticas nas notas: a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) na nota de R$2, a garça-branca-grande (Ardea alba) na de R$5, a arara-vermelha (Ara chloropterus) na de R$10, o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) na de R$20, a onça-pintada (Panthera onca) na de R$50, a garoupa-verdadeira (Epinephelus marginatus) na de R$100, e o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) na de R$200. Também vale mencionar o beija-flor-de-peito-azul (Chionomesa lactea), estampada na descontinuada nota de R$1. A escolha dessas espécies reflete a diversidade dos ecossistemas brasileiros e tem um duplo objetivo: reforçar a identidade nacional e promover a educação ambiental. Ao circular diariamente, as cédulas funcionam como instrumentos de contato entre a população e a ciência, despertando interesse pelo patrimônio natural e sensibilizando sobre a conservação da fauna. Dessa forma, conclui-se que o uso de animais nas cédulas constitui um meio acessível e eficaz de popularizar o conhecimento sobre a biodiversidade do país e sua importância ecológica.
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