Repelentes Naturais no Combate a Dengue: uma revisão bibliográfica

Autores

Palavras-chave:

Aedes aegypti, Cienciometria, Extratos naturais

Resumo

O Aedes aegypti é o vetor da dengue, uma arbovirose de relevância epidemiológica, principalmente em regiões tropicais e subtropicais. O combate é um desafio global e o desenvolvimento de resistência do mosquito aos inseticidas químicos tradicionais tem levado à busca por métodos alternativos. Nesse contexto, o uso de repelentes naturais surge como uma alternativa promissora, com potencial para complementar as estratégias existentes de controle vetorial. Assim, o presente estudo objetivou compreender o atual conhecimento científico a respeito dos repelentes naturais de combate a Dengue. Para tanto, realizou-se uma revisão bibliográfica sistemática entre os anos de 2014 a 2024, utilizando o banco de dados PubMed, através dos termos de busca "Aedes aegypti" e "Natural repellent". Foram incluídos apenas os artigos originais dos últimos 10 anos que investigaram efetivamente a ação dos repelentes naturais sobre o Aedes aegypti. A pesquisa encontrou 122 artigos, destes 25 estudos atenderam aos critérios de inclusão e 97 foram excluídos pois não contemplaram efetivamente o objetivo da busca. A análise envolveu a revisão inicial de títulos e resumos, seguida pela leitura completa dos artigos selecionados. Entre os artigos excluídos, 5 eram revisões de literatura e 92 mencionaram o Aedes aegypti e repelentes naturais, mas não realizaram testes diretos com esses repelentes. Os resultados indicaram que as plantas mais frequentemente utilizadas pertencem às famílias Lamiaceae, Asteraceae, Rutaceae e Apiaceae. As espécies mais citadas incluem Mentha arvensis (hortelã), Mentha longifolia (hortelã-de-jardim), Salsola imbricata, Eucalyptus nitens (eucalipto), e Siparuna guianensis (capitiú). As partes das plantas mais utilizadas são as folhas, seguidas por caules e raízes. Os estudos apresentaram um número considerável de testes tanto em imaturos quanto em adultos de Aedes aegypti. No entanto, a maioria dos estudos concentrou-se em avaliar a eficácia dos extratos na fase inicial dos insetos. Entre as plantas testadas, hortelã e eucalipto demonstraram alta eficácia tanto na repelência quanto na atividade larvicida, enquanto Zanthoxylum armatum e Ailanthus altíssima apresentaram menor atividade repelente e larvicida. Conclui-se que, apesar da eficácia geral dos extratos naturais, a proteção proporcionada varia conforme a planta e a formulação utilizada, com uma tendência mais robusta de eficácia observada nos testes com os imaturos. Assim, os resultados evidenciam que embora os 25 estudos incluídos sejam representativos e relevantes, ainda é baixo o número de pesquisas que realmente analisam esta provável alternativa de combate para validar e otimizar a eficácia e a segurança no uso de repelentes naturais no controle da Dengue, visto que o seu uso contribuirá para o menor impacto ambiental, bem como toxicidade reduzida ao ser humano em relação aos repelentes tradicionais.

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Biografia do Autor

Lorranne Teixeira Bonfim Santos, Southwest Bahia State University

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Departamento de Ciências Biológicas, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil.¹ E-mail: lorranneteixeirauniv@gmail.com

Gabriele Marisco, Southwest Bahia State University

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Departamento de Ciências Biológicas, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil.² E-mail: gabrielemarisco@uesb.edu.br

Francine Novais Souza, Southwest Bahia State University

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Departamento de Ciências Biológicas, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil.³ E-mail: francine.souza@uesb.edu.br

Referências

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Publicado

11-02-2025

Como Citar

SANTOS, Lorranne Teixeira Bonfim; MARISCO, Gabriele; SOUZA, Francine Novais. Repelentes Naturais no Combate a Dengue: uma revisão bibliográfica. Evento Integrado PROCIEMA, [S. l.], v. 2, p. 38–39, 2025. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/eiprociema/article/view/1121. Acesso em: 8 jun. 2026.

Edição

Seção

EIXO 1: DIFUSÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO