Importância da diversificação de abordagem nos conteúdos de divisão e multiplicação
Palavras-chave:
Ensino Fundamental, Matemática, Estágio supervisionadoResumo
No relato a seguir, compartilharemos as experiências e observações realizadas em sala de aula durante o período de estágio, em uma turma do 6° ano do Ensino Fundamental, de uma escola municipal da cidade de Vitória da Conquista – BA, trazendo pontos positivos de uma metodologia com a diversificação do aprendizado. Durante o período, abordamos as operações de divisão e multiplicação apresentando diferentes formas de utilizar essas ideias no dia a dia, objetivando facilitar a compreensão dos estudantes e ajudá-los a descobrir a melhor maneira de solucionar um problema. Dentre essas formas está a divisão por parcelas iguais, que é o meio mais comum de solucionar um problema matemático abordado pelos professores em sala de aula. Abordamos também a divisão por medida, que usa a ideia de quantos cabem, além disso, observamos uma maneira diferente de resolver a divisão que foi feita por um estudante durante um teste. Ao mostrar para a sala como o colega resolveu, notamos a empolgação desse aluno. Uma das metodologias aplicadas para diversificar a aula foi a abordagem com tampinhas de garrafa pet, que ajudou a visualização do processo da divisão, além de despertar o interesse e curiosidade dos alunos. Observamos, após essas abordagens, diversos alunos trabalhando distintas maneiras de resolver os mesmos problemas, enfatizando que compreenderam e raciocinaram a partir da manipulação de um material concreto, conversando com Fiorentini e Miorim (1990). Pensando na multiplicação, apresentamos quatro diferentes situações em que podemos empregar a ideia da operação, buscando facilitar a compreensão por parte dos estudantes. A soma de parcelas iguais, a relação com proporcionalidade, combinação e formação/organização retangular, foram as formas explicadas, utilizando exemplos que os discentes pudessem visualizar, evitando apenas a aplicação de fórmulas e a memorização tradicional, o que facilita o raciocínio por parte dos estudantes (GERVÁZIO, 2017). Por fim, acreditamos que os resultados das aulas foram positivos, visto que percebemos diferentes maneiras que os estudantes estavam utilizando para resolver os seus problemas sobre divisão e multiplicação. Além disso, foi possível notar que parte dos discentes que antes estavam tendo dificuldade com os assuntos, conseguiram visualizar mais facilmente o processo que ocorre em cada uma das operações.
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Referências
FIORENTINI, Dario; MIORIM, Maria Ângela. Uma reflexão sobre o uso de materiais concretos e jogos no ensino da matemática. Boletim da SBEM-SP, v. 4, n. 7, p. 5-10, 1990.
GERVÁZIO, Suemilton Nunes. Materiais concretos e manipulativos: uma alternativa para simplificar o processo de ensino/aprendizagem da matemática e incentivar à pesquisa. CQD-Revista Eletrônica Paulista de Matemática, 2017.
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