Extinções em Massa: divulgação científica em prol da conservação ambiental
Palavras-chave:
Biodiversidade, Evolução Para Todos, Grandes extinções, Sexta extinçãoResumo
As grandes extinções foram abordadas pelo programa de extensão “Evolução Para Todos” no mês de abril de 2024. O programa trouxe as cinco maiores extinções em massa que marcaram a história da vida na Terra. Com isso surgiram diversas dúvidas sobre esses eventos. A principal foi: “O planeta passará por uma sexta extinção em massa?”. Por meio do Instagram, rede social utilizada pelo programa, foram realizadas 12 publicações, distribuídas em três postagens semanais, que contaram com os seguintes quadros: três “Posts principais” com o alcance médio de 1.212 contas, quatro “Podcasts” que tiveram em média 1.746 contas alcançadas, três “Indicações” com a média 1.059 de alcance e um “Kikiki evolutivo” com total de 992 contas alcançadas. Desse modo, as postagens mencionadas garantem a credibilidade da divulgação científica nas redes sociais, com o objetivo não apenas de informar, mas também de aproximar o conhecimento ao cotidiano das pessoas. A extinção Ordoviciano-Siluriano foi a segunda maior extinção registrada, eliminando 85% das espécies marinhas e foi causada por mudanças climáticas derivadas de uma glaciação severa e queda nos níveis do mar. Esse acontecimento proporcionou adaptações e diversificação de novas formas de vida, como os vertebrados. A extinção do Devoniano, ocorrida entre 370 e 360 milhões de anos, afetou principalmente a vida marinha. Apesar de ainda não se saber exatamente a causa, as evidências apontam para diversas alterações ambientais, como variações na temperatura, anoxia oceânica e possíveis impactos de asteroides. A extinção do Permiano-Triássico, também conhecido como “A Grande Morte”, aconteceu há 252 milhões de anos. Foi o evento mais devastador, eliminando 96% das espécies marinhas e 70% das terrestres. Essa extinção foi causada por intenso vulcanismo, que liberou gases de efeito estufa, resultando em mudanças climáticas extremas e acidificação dos oceanos. A extinção do Triássico-Jurássico, há 200 milhões de anos, causou a extinção de cerca de 80% das espécies, por conta da alta atividade vulcânica e mudanças climáticas associadas à separação da Pangeia. Esse evento permitiu a ascensão dos dinossauros como principais vertebrados terrestres. A extinção do Cretáceo-Paleógeno é a mais conhecida. Ocorreu há 66 milhões de anos e é marcada pela extinção dos dinossauros não-aviários, causada pela queda de um asteroide que levou a um inverno global prolongado. Esse evento proporcionou a diversificação e disseminação dos mamíferos. Atualmente, as atividades humanas, como desmatamento e poluição, que acentuam mudanças climáticas, indicam uma possível sexta extinção em massa, cujo impacto na biodiversidade vai ser devastador, alterando profundamente os processos evolutivos e levando à perda de espécies em uma escala não vista há milhões de anos. A divulgação das extinções é fundamental para que a sociedade se conscientize e possa tomar atitudes sustentáveis, dirimindo seu impacto sobre a biodiversidade.
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Referências
BRUSATTE, Stephen. Ascensão e queda dos dinossauros: Uma nova história de um mundo perdido. Editora Record, 2019.
FERNANDEZ, Fernando. Os mastodontes de barriga cheia e outras histórias: crônicas de biologia e conservação da natureza. Technical Books Editora, 2016.
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NASCIMENTO, Alexandre. Reflexões sobre o Antropoceno, o paradigma da espécie humana e seu domínio ilusório sobre a Terra. Anthropocenica. Revista de Estudos do Antropoceno e Ecocrítica, v. 1, 2020.
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