Herbivoria da erva-de-passarinho Struthanthus marginatus (Desr.) G.Don (Loranthaceae)
Palavras-chave:
Hemiparasita, Interação planta-animal, Mangifera indicaResumo
As plantas parasitas são definidas como organismos que precisam necessariamente estar associadas a um hospedeiro através de um órgão denominado haustório a fim de garantir o seu ciclo de vida. Elas podem ser classificadas conforme seu nível de dependência nutricional, podendo ser consideradas hemiparasitas, holoparasitas e aclorofiladas. As ervas de passarinho pertencem à família Loranthaceae e apesar de possuir capacidade fotossintética, tem total dependência do hospedeiro para obtenção de água e sais minerais, o que classifica as espécies deste táxon como hemiparasita. A herbivoria, o consumo de fotossintetizantes por animais do segundo nível trófico, é uma relação desarmônica interespecífica que é pouco estudada em espécies de hemiparasitas. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi identificar se a dureza foliar influencia a herbivoria da hemiparasita Struthanthus marginatus (Desr.) G.Don (Loranthaceae). Adicionalmente, foi investigada se características ecológicas da espécie hospedeira, Mangifera indica L. (Anacardiaceae), influencia na herbivoria da hemiparasita. Para isso, foram selecionados sete indivíduos de M. indica hemiparasitados pela erva-de-passarinho S. marginatus no Campus de Vitória da Conquista da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Foram medidas a altura e o diâmetro a altura do peito (DAP) de cada árvore hospedeira. Além disto, de cada hospedeiro foram coletadas cinco folhas da hemiparasita com herbivoria e cinco folhas sem herbivoria. A herbivoria foi estimada com o uso do aplicativo BioLeaf em todas as folhas e a dureza foliar foi obtida com o uso de um Penetrômetro. A média da dureza entre folhas com e sem herbivoria foi analisada como o uso do test t. A correlação entre a herbivoria e os parâmetros dureza foliar, bem com altura e DAP da planta hospedeira foi realizada com Correlação de Pearson. A análise dos dados mostrou que não existe diferença na dureza foliar das folhas com e sem herbivoria (p>0,05). Também não foi encontrada correlação entre a dureza foliar com a herbivoria (p>0,05). Contudo, a altura (p=0,03; t= -2,90; gl=5) e o DAP (p=0,01; t= -3,66; gl=5) das árvores hospedeiras foram correlacionados significativamente com a herbivoria da hemiparasita. A dureza foliar é uma estratégia de defesa física que é frequentemente relatada como eficaz para diminuir a herbivoria em várias espécies vegetais. Contudo, essa relação não foi registrada para S. marginatus. Além disto, foi observado que as folhas da hemiparasita são mais consumidas em hospedeiros mais baixos e com o DAP menor. Esse resultado indica que provavelmente em hospedeiros menores os herbívoros conseguem alcançar mais facilmente as hemiparasitas para consumo. Mais estudos, avaliando outras estratégias de defesa da hemiparasita como qualidade e quantidade de compostos secundários, e outras características ecológicas da árvore hospedeira como localização e distribuição, são necessários para uma melhor compreensão da interação entre herbívoros e S. marginatus.
Palavras-chave: Hemiparasita, Interação planta-animal, Mangifera indica
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Evento Integrado PROCIEMA

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.