Podem as abelhas reconhecer suas companheiras de ninho? um estudo com a espécie uruçu amarela

Autores

Palavras-chave:

Comportamento eussocial, Reconhecimento olfativo, Repertório

Resumo

Animais eussociais exibem comportamentos complexos que dependem de estruturas hierárquicas para manter a organização social. No caso das abelhas eussociais, os feromônios são utilizados para se comunicar e manter a estrutura social dentro de suas colônias. Assim, neste estudo, o objetivo principal foi verificar se há agressividade intercolonial entre duas colônias da espécie Melipona rufiventris, conhecida popularmente como uruçu amarela. O estudo foi realizado na Casa do Mel da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), campus de Vitória da Conquista.  As abelhas operárias de cada colônia foram coletadas das entradas dos ninhos e resfriadas em caixa de isopor com gelo por, em média, 1 minuto, antes de serem colocadas na arena do confronto. Para a observação dos confrontos, foram utilizadas três caixas de acrílico com divisória removível, formando uma mini arena. O tempo máximo de observação foi de 10 minutos e cada sessão foi encerrada após decorridos 5 minutos se não houvesse interação entre indivíduos. Foram realizados 10 confrontos intra e 10 intercoloniais. Os resultados mostraram que as interações intracoloniais observadas indicaram que as abelhas, após seu contato inicial de reconhecimento com antenação, não apresentaram comportamentos agressivos, apenas deslocamentos buscando uma saída da arena. Nas interações intercoloniais, observou-se que as operárias da colônia 1 foram mais agressivas e territorialistas em relação às operárias da colônia 2. As interações observadas incluíram: enroscar, antenação de um indivíduo no abdômen de outro e mordidas nas pernas. Além disso, todos os confrontos intercoloniais registrados ocorreram interações agressivas, resultando na morte de um ou ambos os indivíduos, salientando que as interações intercoloniais podem ter consequências fatais e que a agressão entre colônias é uma estratégia importante para a defesa territorial. Observou-se também que, após essas interações, as abelhas limpavam suas antenas, sugerindo ser uma possível tentativa de remover sinais químicos deixados durante o confronto.

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Biografia do Autor

Maria Eduarda Brasil, Southwest Bahia State University

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Departamento de Ciências Biológicas, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil1. E-mail: mariasbrasil96@gmail.com

Nilza Santana Silva, Southwest Bahia State University

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Departamento de Ciências Biológicas, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil². E-mail:  santananilzaa@gmail.com

Ana Victória Carvalho, Southwest Bahia State University

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Departamento de Ciências Biológicas, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil³. E-mail: anavictoria.santos2@gmail.com

Raquel Perez Maluf, Southwest Bahia State University

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Departamento de Ciências Biológicas, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil4. E-mail: raquelmaluf@uesb.edu.br

 

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Publicado

11-02-2025

Como Citar

BRASIL, Maria Eduarda; SILVA, Nilza Santana; CARVALHO, Ana Victória; MALUF, Raquel Perez. Podem as abelhas reconhecer suas companheiras de ninho? um estudo com a espécie uruçu amarela. Evento Integrado PROCIEMA, [S. l.], v. 2, p. 192, 2025. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/eiprociema/article/view/1151. Acesso em: 8 jun. 2026.

Edição

Seção

EIXO 4: PESQUISAS CIENTÍFICA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS