Perspectivas de estudantes sobre o ensino de matemática: movimentos de análise no contexto do estágio supervisionado
Palavras-chave:
Educação Matemática, Estudos de Gênero, Formação de Professores de Matemática.Resumo
O componente de Estágio no curso de licenciatura em matemática da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), é lócus de formação crítica e reflexiva de futuros professores, integrando-os, diretamente, ao contexto das escolas da rede pública. O que nos aproxima da realidade escolar, por meio da observação, coparticipação e regência, isso, permite vivenciar a prática pedagógica, juntamente, com as teorias, práticas e reflexões promovidas em sala de aula, possibilitando assim, a práxis docente. Neste contexto, o presente pôster objetiva relatar e analisar as perspectivas sobre o ensino de matemática advindas de um questionário elaborado pelos licenciandos em matemática do sexto semestre da UESB, na disciplina de Estágio Supervisionado II, destinado às turmas para a compreensão das necessidades do grupo. Como referencial teórico, dialogamos, principalmente, com o campo de pesquisa do estágio na formação de professores, com enfoque na produção do conhecimento matemático. Como procedimentos metodológicos, adotamos uma abordagem quali-quantitativa, no qual, os questionários foram aplicados em uma turma do 8º ano C de uma escola municipal de Vitória da Conquista, no ano de 2023, obtivemos respostas de vinte e sete dos trinta estudantes que compunham a turma. O instrumento de pesquisa é composto por 12 (doze) questões, buscando mapear a realidade dos estudantes e proporcionar- lhes um entendimento mais aprofundado com relação à escola, ao ensino e à matemática. Os movimentos de análise nos mostram que o meio ao qual os estudantes estão expostos, juntamente com questões como idade, gênero e família, influenciam diretamente as dinâmicas em sala de aula. De maneira mais específica, os resultados demonstram que os estudantes do gênero masculino possuem maior afinidade com a matemática, enquanto as meninas associam à disciplina uma maior quantidade de adjetivos negativos, como repulsa, medo e pânico. Paralelamente, as meninas desempenham atividades voltadas para o cuidado, como cuidar dos irmãos, arrumar a casa, preparar refeições e ajudar a mãe. Esses relatos não aparecem nos formulários dos meninos, que utilizam seu tempo livre para desenvolver outras atividades. O que evidência a articulação dos estudos de gênero em relação ao aprendizado de matemática e, nos instigam a continuar buscando novas formas de desconstruir essas estruturas sociais que perpetuam tais estereótipos.
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