Relato de Experiência: o uso de Mapas Mentais para o ensino de Ciências na Educação de Jovens e Adultos-EJA em um colégio estadual do município de Vitória da Conquista

Autores

Palavras-chave:

Aprendizagem, Ferramenta gráfica, Química

Resumo

O presente trabalho constitui um relato de experiência realizado em quatro turmas do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) no turno noturno de um colégio estadual em Vitória da Conquista, BA, no componente curricular de Química. As turmas foram divididas em duas do Tempo Juvenil e duas do Tempo Formativo, com o objetivo de explorar o potencial dos mapas mentais como ferramenta de avaliação da aprendizagem dos conteúdos ministrados na primeira unidade letiva. A metodologia empregada foi qualitativa, com ênfase nas orientações de Buzan (2009) para a construção de mapas mentais eficientes. A escolha dessa ferramenta gráfica foi baseada na sua capacidade de promover uma compreensão visual dos conteúdos, facilitando a organização e a estruturação do conhecimento de forma hierárquica. O estudo foi dividido em dois momentos distintos na escola. No primeiro momento, foram ministradas aulas teóricas e no segundo momento, foi realizada uma aula prática dedicada à apresentação dos mapas mentais como uma representação gráfica do conhecimento. Durante essa atividade, foram explanados os principais elementos que compõem um mapa mental eficiente, como por exemplo: orientação em papel, a escolha do conceito central, a utilização de ramificações para representar subtemas, o uso de cores para diferenciar ideias e a inclusão de imagens para reforçar a compreensão dos conceitos. Após a entrega dos mapas mentais produzidos, foi observado que os estudantes das turmas do Tempo Formativo criaram um total de 11 mapas, enquanto os estudantes das turmas do Tempo Juvenil produziram 29. Essa diferença quantitativa pode ser atribuída a fatores como o nível de engajamento dos alunos, a familiaridade com o conteúdo e a experiência prévia com atividades desse tipo. Ao analisar os mapas produzidos, seguindo os critérios de Buzan (2009), notou-se que a maior parte dos estudantes conseguiu aplicar elementos que conferem eficiência a essa ferramenta de aprendizagem. Entre esses elementos, destacam-se a utilização de folhas em orientação paisagem, o uso de canetas coloridas para distinguir diferentes ideias, a utilização de um conceito central, a variação nos tipos e tamanhos das letras, além do uso de ramificações que interconectam as informações de forma lógica e coerente. Um dado interessante emergiu da análise dos conteúdos escolhidos para elaboração dos mapas: 32% dos estudantes utilizaram o exemplo clássico da água para ilustrar as mudanças de estados físicos. Esse fato sugere que a abordagem pedagógica utilizada nas aulas foi eficaz ao conectar conceitos teóricos com exemplos práticos e do cotidiano, o que facilitou a assimilação do conteúdo pelos estudantes. Deste modo, os resultados obtidos com a aplicação dos mapas mentais corroboram a pertinência dessa ferramenta no contexto da EJA, pois além de evidenciar a compreensão dos estudantes sobre o conteúdo estudado, os mapas mentais também promovem uma aprendizagem mais visual e interativa. 

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Biografia do Autor

Sthéfane Ferraz Tavares Andrade, Southwest Bahia State University

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Mestranda no Programa de Pós Graduação em Ensino- PPGEN, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil¹. E-mail: 2024m0227@uesb.edu.br

Juliane Freire dos Santos, Southwest Bahia State University

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Mestranda no Programa de Pós Graduação em Ensino- PPGEN, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil². E-mail: 2024m0240@uesb.edu.br

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Publicado

11-02-2025

Como Citar

ANDRADE, Sthéfane Ferraz Tavares; SANTOS, Juliane Freire dos. Relato de Experiência: o uso de Mapas Mentais para o ensino de Ciências na Educação de Jovens e Adultos-EJA em um colégio estadual do município de Vitória da Conquista. Evento Integrado PROCIEMA, [S. l.], v. 2, p. 49–50, 2025. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/eiprociema/article/view/802. Acesso em: 8 jun. 2026.

Edição

Seção

EIXO 1: DIFUSÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO