Metodologias ativas no letramento em saúde: contribuições de uma experiência extensionista para a formação docente

Autores

Palavras-chave:

aprendizagem ativa, educação inclusiva, extensão universitária, práticas pedagógicas, promoção da saúde

Resumo

A literatura científica evidencia que, no letramento em saúde (LS), metodologias ativas favorecem ações educativas mais participativas, contextualizadas e acessíveis (Costa et al., 2026; Mancone et al., 2024). O LS, segundo o modelo integrado proposto por Sørensen et al. (2012), compreende quatro competências inter-relacionadas: acessar, compreender, avaliar e aplicar informações em saúde para a tomada de decisões no cotidiano. Nesse contexto, o trabalho, objetivou por meio dessas competências, relatar uma experiência extensionista que utilizou uma metodologia ativa em uma ação de conceitos em Ciências Biológicas e o LS desenvolvido para pessoas com deficiência intelectual (DI) e Transtorno do Espectro Autista (TEA) assistidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Vitória da Conquista, Bahia. Como estratégia metodológica, foi utilizado o jogo “Desafio do Equilíbrio Alimentar”, desenvolvido com materiais de baixo custo, incluindo um cabo de vassoura, recipientes identificados pelas cores verde e vermelha e réplicas de diferentes alimentos.  A dinâmica consistia em desafiar os participantes a manter o cabo em equilíbrio com uma das mãos enquanto selecionavam um alimento por vez e o classificavam em um dos recipientes, identificando aqueles considerados saudáveis (“Amigos da Saúde”) e aqueles cujo consumo deveria ocorrer com moderação (“Cuidado com o Excesso”). Durante toda a atividade, as orientações e o nível de apoio foram adaptados às necessidades individuais dos participantes, favorecendo a participação ativa, a tomada de decisões e a aprendizagem por meio da experiência. Os resultados foram positivos. A atividade extensionista teve duração aproximada de três horas e contou com a participação de 12 participantes, sendo que cada um permaneceu, em média, entre 10 e 12 minutos na dinâmica. Observou-se envolvimento durante a classificação dos alimentos e participação ativa em todas as etapas da atividade. Dessa forma, a dinâmica proporcionou o exercício das quatro competências do letramento em saúde: os participantes acessaram à informação por meio do contato direto com os alimentos, compreenderam as categorias propostas, avaliaram cada escolha frente ao desafio físico simulado e aplicaram esse julgamento na classificação final, articulando cognição, corpo e tomada de decisão. Na formação em licenciatura, a experiência foi relevante por possibilitar a vivência de práticas pedagógicas em contexto de LS e inclusão, sensibilizando para a necessidade de adaptar estratégias de ensino às diferentes realidades, e reforçou a importância da extensão universitária. Dessa forma, a experiência evidenciou que o uso de metodologias ativas nas Ciências Biológicas e o LS contribui na participação e a aprendizagem de pessoas com DI e TEA, ao mesmo tempo em que colaborou para a formação docente em licenciatura por meio da ação extensionista, aproximando a teoria da prática e reforçando a importância do desenvolvimento de estratégias pedagógicas inclusivas.

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Publicado

13-10-2026

Como Citar

ALMEIDA, Yasmin dos Santos; ARAUJO, Franciele da Silva; AQUINO, Isis Ferreira Rabelo de Melo; DE MELO, Nadja Ferreira Rabelo. Metodologias ativas no letramento em saúde: contribuições de uma experiência extensionista para a formação docente. Evento Integrado PROCIEMA, [S. l.], v. 3, p. 186–187, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/eiprociema/article/view/8068. Acesso em: 22 out. 2026.

Edição

Seção

EIXO 2: FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM CIÊNCIAS (BIOLOGIA e FÍSICA) E MATEMÁTICA