Contribuições da monitoria em ações extensionistas de letramento em saúde inclusivo na APAE
Palavras-chave:
extensão universitária, letramento em saúde, formação acadêmica, monitoria, educação inclusivaResumo
A formação acadêmica é potencializada quando aliada a experiências práticas de extensão universitária, que aproximam acadêmicos de contextos reais e desafiadores de atuação profissional (Santos et al., 2025). Nesse cenário, a monitoria se configura como elo vital entre o planejamento pedagógico da coordenação do projeto e sua execução prática pelos estudantes, atuando como tradutora das diretrizes técnicas em ações inclusivas junto a populações com necessidades específicas de aprendizagem. Baralin et al (2025) evidenciaram que o letramento em saúde (LS) se configura como um campo fértil para o desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais em acadêmicos que atuam como monitores junto a populações com necessidades específicas de aprendizagem. O presente relato de experiência oriundo do projeto de extensão, "Letramento em saúde inclusivo: Estratégias multissensoriais para a prevenção da obesidade e do diabetes na APAE" (Edital 212/2025), sob a perspectiva de seus monitores, teve como objetivo evidenciar as contribuições do monitor em ações extensionistas, destacando as competências desenvolvidas e os desafios enfrentados. O projeto seguiu os princípios éticos da extensão universitária e da educação inclusiva, em conformidade com a Resolução CNS nº 510/2016, com autorização da presidência e da coordenação pedagógica da APAE, e teve participação voluntária dos assistidos. Cinco monitores deram o suporte a 30 acadêmicos dos cursos de Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura) que estavam apresentando oficinas temáticas. Foram delegados alinhamentos no suporte aos acadêmicos, aos assistidos e transeuntes na APAE. O estudo teve caráter qualitativo e descritivo, centrado em anatomia humana e nos processos bioquímicos (metabolismo de carboidratos e do sistema digestório, micronutrientes e impacto de ultraprocessados, açúcares ocultos em rótulos, índice glicêmico e fibras, queima lipídica e circulação sanguínea, e função das proteínas na saciedade) com cada uma das seis oficinas abordando um recorte específico dos fatores de risco associados à obesidade e ao diabetes, sempre voltadas ao público adulto assistido pela instituição. Todo o processo culminou em uma exibição aberta, realizada em 14 de julho no são principal da APAE, que reuniu aproximadamente 70 pessoas adultas, entre assistidos, responsáveis e profissionais da APAE. O trabalho demandou responsabilidade social de todos os envolvidos, promovendo o bem-estar coletivo e experiências educativas mais participativas. Portanto, a experiência evidenciou que a monitoria, para além de uma função de apoio logístico, constitui uma prática formativa de liderança adaptativa, na qual o acadêmico monitor aprende a traduzir, em tempo real, diretrizes técnicas em respostas sensíveis às necessidades do público atendido. Esse aprendizado forjado sob a pressão de um evento de grande porte, apontou para o potencial da extensão universitária como espaço estratégico de formação de profissionais mais preparados para atuar em contextos de saúde inclusiva e de alta complexidade social.
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