Influência da luminosidade na arquitetura da entrada dos ninhos de Nannotrigona testaceicornis em cavidades naturais e caixas racionais
Palavras-chave:
Nannotrigona testaceicornis, Meliponicultura, Luminosidade, Arquitetura do ninho, Abelhas sem ferrãoResumo
As abelhas sem ferrão desempenham importante papel na polinização e apresentam diferentes estratégias de nidificação, que podem variar conforme as condições ambientais. Entre essas espécies, a Iraí (Nannotrigona testaceicornis) constrói tubos de entrada que podem sofrer modificações em resposta às características do ambiente. A luminosidade é um dos fatores ambientais que pode influenciar o microclima do ninho e, consequentemente, a arquitetura da entrada, tornando sua avaliação importante para compreender possíveis adaptações da espécie e gerar informações que possam contribuir para o manejo em meliponários. Este trabalho teve como objetivo comparar a arquitetura da entrada dos ninhos de N. testaceicornis em cavidades naturais e no meliponário da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), avaliando a possível influência da luminosidade sobre o comprimento e o diâmetro dos tubos de entrada. O estudo foi realizado na UESB, em Vitória da Conquista (BA), sendo avaliados sete ninhos em ambiente natural e sete ninhos no meliponário. O comprimento e o diâmetro dos tubos de entrada externos foram mensurados com o auxílio de uma régua, enquanto a luminosidade incidente na entrada de cada ninho foi obtida por meio de um aplicativo de smartphone que simula um luxímetro. Os ninhos em ambiente natural apresentaram luminosidade média de 23.510 lux, com valores variando de 3.940 a 120.000 lux, enquanto os ninhos do meliponário apresentaram média de 1.154 lux, variando de 131 a 3.730 lux, sendo essa diferença significativa (teste de Mann-Whitney; p = 0,00058). O comprimento médio dos tubos foi de 6,41 cm no meliponário e 3,74 cm no ambiente natural, sem diferença estatisticamente significativa (teste t de Student; p = 0,312). Em relação ao diâmetro dos tubos, os ninhos em ambiente natural apresentaram média de 1,51 cm, superior à observada nos ninhos do meliponário (1,14 cm), sendo essa diferença estatisticamente significativa (teste t de Student; p = 0,032). Os resultados indicam que a arquitetura da entrada dos ninhos pode variar entre cavidades naturais e o meliponário, contribuindo para o conhecimento sobre a biologia construtiva de N. testaceicornis e fornecendo informações que poderão auxiliar estudos futuros e práticas de manejo da espécie.
Palavras-chave: Nannotrigona testaceicornis, Meliponicultura, Luminosidade, Arquitetura do ninho, Abelhas sem ferrão.
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