O AmigoPet fazendo extensão universitária no campus de Vitória da Conquista
Palavras-chave:
educação, cães, bem-estar animal, castração, adoçãoResumo
Existem cerca de 30 milhões de animais abandonados pelo país, sendo 20,2 milhões de cães e 10 milhões de gatos, segundo pesquisa feita em dezembro de 2024 por Mars Petcare. Nas Universidades não é diferente, pois eles são reflexo do que existe em nossa sociedade, pois a falta de políticas públicas que combatam o crescimento populacional em média e grande escala, a falta de orientação educacional nas famílias evitando abandonos e maus tratos, a falta de leis que punam os agressores e a falta de fiscalização são alguns dos fatores que contribuem para que encontremos esses animais em vias públicas. Sabemos que algumas Instituições de Ensino Superior têm se organizado e estruturado para dar dignidade aos animais comunitários, expressão utilizada para quando cria-se vínculo afetivo entre pessoas e animais, responsabilizando-se por cuidados como saúde, alimentação e a segurança deles. O AmigoPet, grupo organizado em 2020, é constituído por professores, funcionários, estudantes e pessoas da comunidade externa. Esse grupo tem se preocupado com o número de animais que são abandonados no campus ou que lá já estão há mais de 15 anos. As ações desenvolvidas para que essa população não aumente são: castrações, adoções responsável e cuidados com a saúde desses animais. De 2020 a maio de 2026 foram adotados em torno de 180 animais e foram castrados mais de 50 animais, a maioria cães. Para mantermos a alimentação, vacinação contra virose e raiva, vermifugação, consultas, exames, medicamentos realizamos ações extensionistas. O projeto Bazarcão tem como objetivo reciclar e fazer a moda circular por meio de bazares. A Tarde Doce, que já está em sua XIII edição, é outra forma de arrecadar verba com todos os produtos doados pela comunidade interna e externa para custear os animais. O viveiro amigopet tem contribuído com esse trabalho e com o meio ambiente, pois mudas são vendidas a preço abaixo do mercado para que mais famílias possam plantar, ornamentar e ajudar a causa animal. Outra proposta que tem dado certo é o cãolendário, em sua 4ª edição. Na 3ª edição queríamos dar ênfase a animais deficientes, cuja vida segue normalmente, porém queríamos que de fato o calendário incluísse também pessoas deficientes. Assim, em cada página foi colocada um QRCode com audiodescrição e libras. Na 4ª edição colocamos a história de alguns desses animais que demonstram superação, resiliência e simpatia. Em 2025 realizamos o I Simpósio Universitário sobre Animais Comunitários, em que discutimos políticas públicas, direito animal, resoluções que regulamentam os cuidados dentro de Instituições de Ensino Superior, o combate a esporotricose e a contribuição da extensão universitária para a saúde única. Em 2026 estamos investindo em um trabalho educacional, cujo objetivo é dialogar sobre os cuidados com os animais domésticos perpassando pela adoção responsável, incluindo os animais comunitários.
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