Do mar à sala de aula: etnomatemática, letramento geométrico e processos de subjetivação na educação de jovens e adultos

Autores

Palavras-chave:

Carpintaria Naval, Emancipação, Reconstrução

Resumo

Este artigo analisa as convergências entre a sabedoria técnica da carpintaria naval artesanal e o ensino formal de geometria no âmbito da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Moçambique, na Cidade e Província de Maputo. Fundamentado no Programa Etnomatemática e na perspectiva do Letramento Crítico, o estudo pesquisa de que maneira o resgate das métricas corpóreas e das noções de simetria empregadas na fabricação artesanal de canoas atua como ponte epistemológica e dispositivo de emancipação. A metodologia adota um desenho qualitativo que articula a observação etnográfica junto a mestres construtores tradicionais e a pesquisa-ação participativa em uma turma de EJA. Os resultados apontam que a incorporação dos saberes de experiência feito não apenas facilita a apreensão de conceitos de geometria plana e espacial (como eixos de simetria, seções cônicas e volumes), mas também promove a reconfiguração da auto-imagem intelectual dos educandos, desconstruindo estigmas de incapacidade cognitiva e fortalecendo seus processos de subjetivação e cidadania.

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Referências

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Publicado

13-10-2026

Como Citar

LANGA, Sílvia da Sara Inácio; RODRIGUES, José Nunes Cherinda. Do mar à sala de aula: etnomatemática, letramento geométrico e processos de subjetivação na educação de jovens e adultos. Evento Integrado PROCIEMA, [S. l.], v. 3, p. 419–427, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/eiprociema/article/view/8316. Acesso em: 22 out. 2026.

Edição

Seção

EIXO 6: ESTUDOS E PESQUISAS EM MATEMÁTICA