DIVERSIDADE DA MACROFAUNA EDÁFICA EM DIFERENTES SISTEMAS DE CULTIVO DE CAFÉ EM IBICOARA, CHAPADA DIAMANTINA (BA)

Autores

  • Iuri dos Santos UESB
  • Patrícia Anjos Bittencourt Barreto-Garcia
  • Paulo Henrique Marques Monroe
  • Mylena Raiza dos Santos
  • Talita Oliveira dos Santos
  • Aldair Rocha Araújo

Palavras-chave:

Cafeicultura, Ecossistemas, Agroflorestal

Resumo

A fauna edáfica, composta por indivíduos com tamanho maior que 2 mm, desempenha papel fundamental na qualidade do solo, participando da decomposição da matéria orgânica e manutenção da saúde do ecossistema. Este estudo avaliou a diversidade da macrofauna em diferentes sistemas de cultivo de café no município de Ibicoara, Chapada Diamantina, Bahia, comparando monocultivo, sistemas agroflorestais consorciados com Grevílea (Grevillea robusta) e Leucena (Leucena spp.) e uma floresta nativa de referência. As coletas seguiram o método TSBF (Tropical Soil Biology and Fertility), com triagem em campo e posterior identificação e quantificação em laboratório. Foram calculados número de indivíduos, riqueza, índice de Shannon-Weaver (H’) e equabilidade de Pielou (J). Os resultados mostraram maior densidade de indivíduos nos sistemas consorciados com Grevílea (248 ind./m²) e Leucena (216 ind./m²), seguidos pela floresta nativa (176 ind./m²) e monocultivo (48 ind./m²). A riqueza também foi superior nos consórcios (12 grupos), em comparação à floresta nativa (8) e ao monocultivo (5). Grupos detritívoros, como Diplopoda, além de Oligochaeta e Gastropoda, foram mais abundantes nos sistemas consorciados, evidenciando o efeito positivo das espécies arbóreas sobre o solo. De forma geral, os sistemas agroflorestais de café favorecem a abundância e diversidade da macrofauna edáfica, aproximando-se ou superando a floresta nativa, enquanto o monocultivo apresenta menor diversidade, refletindo a simplificação do ecossistema.

 

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Publicado

2026-04-14