Terreiro da Casa Branca: Mulheres, Patrimônio e Territorialidades

Autores

Palavras-chave:

Terreiro da Casa Branca, Mulheres nagôs-iorubás- ketu, Patrimônio

Resumo

Este trabalho coloca em discussão o Terreiro da Casa Branca como território de resistência e patrimônio cultural de legado africano, destacando as mulheres nagôs-iorubás- ketu na construção de saberes ancestrais e liderança. Discute-se, de forma inicial, a patrimonialização do espaço sagrado e a atuação das Iyalorixás como gestora de um sistema matrifocal de matriz africana. Nesta oportunidade, evidencia-se o terreiro como lugar de memória, identidade e enfrentamento aos poderes constituídos desde a época colonial até os dias atuais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Viviane Sales Oliveira, Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade -Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Doutoranda em Memória: Linguagem e Sociedade (PPGMLS), pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; Mestra em Relações Étnicas e Contemporaneidade, pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade (PPGREC-ODEERE-UESB); bolsista pela CAPES-Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (2018-2020). Especialista em Antropologia com ênfase em Culturas Afro-Brasileiras, pelo Órgão de Educação e Relações Étnicas-ODEERE, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB. Bacharela em Administração, pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; Atuou na formação de gestores sociais e desenvolvimento de ações formativas e educativas para gestores sociais. Atuou como professora de Associativismo e Cooperativismo e disciplinas de cursos de extensão universitária. Atualmente integrante do Grupo de Pesquisa Educação e Relações Étnicas: saberes e práticas dos legados africanos, indígenas e quilombolas. Colaboradora do Projeto Èdè Làmì, que contempla entre suas ações, o Grupo de Pesquisa Èdè Làmì, desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e o terreiro Ilé Alaketu Asè Omi T'Ogun, tendo por objetivo a construção de um léxico alfabético trilíngue, apresentando como língua fonte a língua yorubá e a língua alvo a Língua de Sinais Brasileira e a Língua portuguesa.

Edson Silva de Farias, Universidade de Brasília (UnB)

Pesquisador do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Professor do PGSOL/UnB (Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universida-de de Brasília) e do PPG em Memória: Sociedade e Linguagem da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia). Líder do grupo de pesquisa Cultura, Memória e Desenvolvimento (CMD/UnB). Coordenador do Comitê de Pesquisa em Sociologia da Cul-tura da SBS. Editor da revista Arquivos do CMD

Referências

ALENCASTRO, Luiz Felipe de. África, números do tráfico atlântico. In. SCHWARCZ, Lilia Moritz; GOMES, Flávio dos Santos (org.) Dicionário da escravidão e liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 56-63.

ALEXANDRE, Claudia Regina. Exu Feminino e o matriarcado nagô: Indagações sobre o princípio feminino de Exu na tradição dos candomblés yorubá-nagô e a emancipação das “Exu de Saia”, 2021. 384 fs. (Tese de doutorado) Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião. PUC, São Paulo, 2021.

BRASIL. IPHAN. Processo número 1.067-T-82, Inscrição número 93, Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, fls. 43, e Inscrição número 504, Livro Histórico, fls. 92. Data: 14. VIII. 1986. Arquivo Central do IPHAN, Rio de Janeiro, 1986.

COSTA LIMA, Vivaldo da. A família de santo nos Candomblés jejes-nagôs da Bahia: um estudo de relações intragrupais. 2. Ed. Salvador. Corrupio, 2003.

FARIAS, Edson Silva; BORRALHO, Henrique; SILVA, Edvania Gomes da. Agontimé: Representação e representatividade em uma versão artística da fundação da Casa de Minas. Arquivos do CMD, v. 09, n. 01, p.69-120, jan/jul 2021. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/CMD/article/view/43520 Acesso em: 26 de abril de 2025.

GOMES, Flávio. Escravidão. In. SANSONE, Livio; FURTADO, Cláudio Alves. (org.) Dicionário crítico das ciências sociais dos países de fala oficial portuguesa. Salvador: eDUFBA, 2014. p. 165-186.

PRANDI, Reginaldo. De africano à afro-brasileiro: etnia, identidade e religião. Revista USP, São Paulo, Brasil. n.46, p. 52-65, 2000. Disponível em: https://revistas.usp.br/revusp/article/view/32879/35450 Acesso em: 23 de abril de 2025.

REIS, João José. O Levante dos Males na Bahia: Uma Interpretação Política. Estudos Economicos, São Paulo, V. 17, N. 9. Especial, p.131-149,1987.

RIBEIRO, Ronilda Iyakemi. Alma africana no Brasil: os iorubas. São Paulo, Ed. Oduduwa, 1996.

SILVA, Marinélia Sousa da. Movimentos na História: Notas sobre a Historiografia da Costa dos Escravos. Sankofa. Revista de História da África e de Estudos da Diáspora Africana. Ano III, Nº 5, julho/2010. p. 94-113. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/sankofa/article/view/88769/91649 Acesso em: 23 de abril de 2025.

SODRÉ, Muniz. A Verdade Seduzida - Por um Conceito de Cultura no Brasil. Rio de Janeiro: DP&A, 2005.

SODRÉ, Muniz. O terreiro e a cidade: a forma social negro-brasileira. Rio de Janeiro. Bahia: Prosa e Poesia. AMAGO, 2002.

SOUSA JUNIOR, Vilson Caetano de. Ijexá, o povo das águas. Recife: Editora Liceu, 2019.

VERGER, Pierre. Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo. São Paulo: Currupio, 2002.

VERGER, Pierre. Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o golfo do Benin e a Bahia de Todos os Santos: dos séculos XVII e VXIII. São Paulo: Currupio, 1987.

VERGER, Pierre. Grandeza e decadência do culto de Ìyà mi Osorongá (minha mãe Feiticeira) entre os Yorubá. In. MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de (org.) - As senhoras do pássaro da noite. São Paulo. EDUSP, 1994. p. 13-72.

Downloads

Publicado

2025-08-09

Como Citar

Oliveira, V. S., & de Farias, E. S. (2025). Terreiro da Casa Branca: Mulheres, Patrimônio e Territorialidades . Encontro De Combate à Discriminação Étnica & Seminário Do Programa De Pós-Graduação Em Relações Étnicas E Contemporaneidade, 1, 218–228. Recuperado de https://anais2.uesb.br/index.php/encomde/article/view/4258