ONDE O CORPO É TERRITÓRIO E PALAVRA: estudos étnico-raciais e os feminismos negros como processos de (re)existências históricas
Palavras-chave:
Feminismos Negros, Estudos Étnico-Raciais, InterseccionalidadesResumo
Este artigo propõe refletir sobre as intersecções dos estudos étnico-raciais para os debates sobre feminismos negros e o pensamento de mulheres negra. Com base em metodologias negras, a memória coletiva e o conhecimento ancestral, busco evidenciar como nós, mulheres negras, temos historicamente produzido saberes e práticas que desestabilizam os binarismos ocidentais e os paradigmas eurocentrados. A partir de experiências forjadas em comunidades quilombolas, de terreiros, irmandades religiosas, dentre outros espaços de resistência, compreendemos que nosso pensamento emerge da luta cotidiana contra o racismo, sexismo, o território, a LGBTQIAPN+fobia, o classismo e outras formas de opressões interseccionais. Destaco ainda o apagamento epistêmico e regional que atinge as produções intelectuais negras. Referenciadas em autoras como Angela Figueiredo, Valdecir Nascimento, Luiza Bairros, Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Conceição Evaristo, Silvana Bispo, Núbia Regina Moreira, Cláudia Cardoso, dentre outros importantes nomes, ao trazermos à tona o potencial político das produções de mulheres negras para a construção de um projeto coletivo de emancipação, onde o corpo é não apenas campo de luta, mas também território de saber, memória e futuro.
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