As diferentes etnicidades das professoras alfabetizadoras nas encruzilhadas da formação docente

Autores

  • Manuely Santos dos Anjos Programa de Pós-graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade - PPGREC (ODEERE/UESB)
  • Marise de Santana Programa de Pós-graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade - PPGREC (ODEERE/UESB) https://orcid.org/0000-0001-9367-3092

Palavras-chave:

Etnicidade, professores, encruzilhada, afetos

Resumo

A sociedade se organiza através de suas práticas culturais, suas memórias, identidade e afetos, como substância da etnicidade do sujeito. Barth (1968) explica que a consciência de si, reconhecer a sua alteridade em relação aos outros grupos, começam nas fronteiras da Etnicidade do sujeito. Pensar nessas fronteiras nos possibilita compreender o lugar das encruzilhadas como encontro de memórias e afetos que são construídos nas relações sociais e profissionais. Essa pesquisa tem como finalidade analisar como as etnicidades das professoras alfabetizadoras constituem a prática docente, com ênfase na história e cultural africana e afro-brasileira. Quanto aos objetivos específicos: Conhecer o processo formativo das professoras alfabetizadoras, sobretudo em história e cultura afro-brasileira; Identificar no relato das professoras alfabetizadoras, o que constitui suas respectivas etnicidades, ressaltando as categorias subjacentes a elas, a saber (fronteiras, religião etc.); Observar a prática pedagógica das professoras alfabetizadoras, no intuito de reconhecer os elementos de suas vivências pessoais e profissionais. Para fundamentar as categorias de análises que foram selecionadas, escolhemos autores que nessas andanças foram fundamentais para minha formação como pesquisadora e professora: Na Etnicidade: Barth (1998, 2006), Poutignat & Streiff-Fenart (1998), Carneiro da Cunha (1996, 2017), Bacelar (1998) Roberto Cardoso (2018), Arruti (2017) Santana (2014) e Santana; Ferreira e Nascimento (2017). Para dialogar com as trajetórias de vida, escolhi autoras que contaram suas experiências, suas vidas, que seus estudos me ajudaram no processo de cura e desenvolvimento pessoal, como bell hooks (2017, 2021, 2023), Evaristo (2022) Cárdenas (2021), entre outros autores que caminharam no aprofundamento dessa pesquisa. Desse modo, utilizei como método a etnopesquisa crítica, através de observação, grupo focal e entrevista semiestruturada, pois, na formação de professores e pesquisadores, é de extrema relevância para provocar e contribuir com a reflexão de suas ações em sala de aula, contribuindo assim com a pesquisa em Relações Étnicas e Contemporaneidade, a fim de interpretar, desvelar o que está oculto, as relações (Macedo, 2000).

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Biografia do Autor

Manuely Santos dos Anjos, Programa de Pós-graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade - PPGREC (ODEERE/UESB)

Graduada em Pedagogia-UNEB, pós-graduada Lato Sensu em Relações Étnico-Raciais e Cultura Afro-Brasileira na Educação-IFBAIANO, Colaboradora do Programa de Extensão Cozinha dos Afetos para universitária negras-CAfUNé-UFRB e Mestranda de Relações Étnicas e Contemporaneidade- UESB.

Marise de Santana, Programa de Pós-graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade - PPGREC (ODEERE/UESB)

Graduação em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Bahia Olga Meting. Concluiu mestrado em pela Pontificia Universidade Católica de São Paulo. Em 2004 defendeu a Tese "O Legado Africano na Diáspora e o Trabalho Docente" na Pontificia Universidade Católica de São Paulo, também orientada pela profª Dra Josildeth Gomes Consorte. É professora nível Pleno da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia das disciplinas Didática e Antropologia. Professora do Programa Stricto Sensu em Relações Étnicas e Contemporaneidade e do Curso de Pós Graduação em Antropologia Com Ênfase em Culturas Afro-brasileiras do ODEERE/UESB. Na UEFS- Universidade Estadual de Feira de Santana é Professora do Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em "Desenho, Cultura e Interatividade".

 

Referências

BACELAR, J. O negro em salvador: os atalhos raciais. R. História, São Paulo, n. 129-131, ago./dez. 1993 a ago./dez. 1994. p. 53-65

BARTH, Fredrik. Grupos Étnicos e suas Fronteiras. In: POUTIGNAT, Philippe e STREIFF-FENART, Jocelyne. teorias da etnicidade. São Paulo: Unesp, 1998, p. 185-227.

BARTH, Fredrik. O Guru, o Iniciador e Outras Variações Antropológicas (organização de Tomke Lask). Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria. 2000.

CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. Identidade étnica e a moral do reconhecimento. In: ATHIAS, Renato. Caminhos da identidade: ensaios sobre identidade étnica e multiculturalismo. São Paulo: Ed. UNESP, 2006, p. 19-57.

CARNEIRO DA CUNHA, Manuela. Etnicidade: da cultura residual mas irredutível.In: ATHIAS, Renato. Cultura com aspas. São Paulo: CosacNaify, 2009, p. 235-244.

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Publicado

2025-08-09

Como Citar

dos Anjos, M. S., & de Santana, M. (2025). As diferentes etnicidades das professoras alfabetizadoras nas encruzilhadas da formação docente. Encontro De Combate à Discriminação Étnica & Seminário Do Programa De Pós-Graduação Em Relações Étnicas E Contemporaneidade, 1, 65–74. Recuperado de https://anais2.uesb.br/index.php/encomde/article/view/4410