As diferentes etnicidades das professoras alfabetizadoras nas encruzilhadas da formação docente
Palavras-chave:
Etnicidade, professores, encruzilhada, afetosResumo
A sociedade se organiza através de suas práticas culturais, suas memórias, identidade e afetos, como substância da etnicidade do sujeito. Barth (1968) explica que a consciência de si, reconhecer a sua alteridade em relação aos outros grupos, começam nas fronteiras da Etnicidade do sujeito. Pensar nessas fronteiras nos possibilita compreender o lugar das encruzilhadas como encontro de memórias e afetos que são construídos nas relações sociais e profissionais. Essa pesquisa tem como finalidade analisar como as etnicidades das professoras alfabetizadoras constituem a prática docente, com ênfase na história e cultural africana e afro-brasileira. Quanto aos objetivos específicos: Conhecer o processo formativo das professoras alfabetizadoras, sobretudo em história e cultura afro-brasileira; Identificar no relato das professoras alfabetizadoras, o que constitui suas respectivas etnicidades, ressaltando as categorias subjacentes a elas, a saber (fronteiras, religião etc.); Observar a prática pedagógica das professoras alfabetizadoras, no intuito de reconhecer os elementos de suas vivências pessoais e profissionais. Para fundamentar as categorias de análises que foram selecionadas, escolhemos autores que nessas andanças foram fundamentais para minha formação como pesquisadora e professora: Na Etnicidade: Barth (1998, 2006), Poutignat & Streiff-Fenart (1998), Carneiro da Cunha (1996, 2017), Bacelar (1998) Roberto Cardoso (2018), Arruti (2017) Santana (2014) e Santana; Ferreira e Nascimento (2017). Para dialogar com as trajetórias de vida, escolhi autoras que contaram suas experiências, suas vidas, que seus estudos me ajudaram no processo de cura e desenvolvimento pessoal, como bell hooks (2017, 2021, 2023), Evaristo (2022) Cárdenas (2021), entre outros autores que caminharam no aprofundamento dessa pesquisa. Desse modo, utilizei como método a etnopesquisa crítica, através de observação, grupo focal e entrevista semiestruturada, pois, na formação de professores e pesquisadores, é de extrema relevância para provocar e contribuir com a reflexão de suas ações em sala de aula, contribuindo assim com a pesquisa em Relações Étnicas e Contemporaneidade, a fim de interpretar, desvelar o que está oculto, as relações (Macedo, 2000).
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Referências
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BARTH, Fredrik. Grupos Étnicos e suas Fronteiras. In: POUTIGNAT, Philippe e STREIFF-FENART, Jocelyne. teorias da etnicidade. São Paulo: Unesp, 1998, p. 185-227.
BARTH, Fredrik. O Guru, o Iniciador e Outras Variações Antropológicas (organização de Tomke Lask). Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria. 2000.
CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. Identidade étnica e a moral do reconhecimento. In: ATHIAS, Renato. Caminhos da identidade: ensaios sobre identidade étnica e multiculturalismo. São Paulo: Ed. UNESP, 2006, p. 19-57.
CARNEIRO DA CUNHA, Manuela. Etnicidade: da cultura residual mas irredutível.In: ATHIAS, Renato. Cultura com aspas. São Paulo: CosacNaify, 2009, p. 235-244.
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