A GENTE CONTRA A DENGUE: EXPERIÊNCIAS EDUCATIVAS E PREVENTIVAS NO CONTROLE DAS ARBOVIROSES
Palavras-chave:
Educação em saúde, Endemias, Prevenção de DoençasResumo
Introdução: A alta incidência de casos de dengue e chikungunya no município de Ipiaú, Bahia, evidenciou a necessidade de intensificar ações educativas e preventivas voltadas à população. Durante os meses de agosto e setembro, período de transição climática, observou-se também aumento na presença de escorpiões, impulsionado pelas chuvas que favorecem sua migração para ambientes residenciais. Esse cenário exigiu uma resposta integrada entre os setores de saúde e educação, culminando na criação do projeto “Eu (A)Gente Contra a Dengue”, que articulou ciência, saúde e educação em uma proposta interdisciplinar de promoção da saúde. Objetivo: O objetivo do trabalho foi promover ações educativas e preventivas sobre arboviroses e acidentes escorpiônicos, fortalecendo a integração entre saúde e educação e estimulando o protagonismo estudantil na adoção de práticas de prevenção e cuidado coletivo. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de abordagem qualitativa, desenvolvido entre agosto e setembro de 2024 em escolas do município de Ipiaú-BA. As ações foram estruturadas em duas etapas principais: palestras informativas e atividades práticas. As palestras abordaram aspectos biológicos e epidemiológicos das arboviroses e dos escorpiões, relacionando o conhecimento científico aos saberes populares dos alunos. Relato de Experiência: Nas atividades práticas, os estudantes observaram larvas e pupas do Aedes aegypti e exemplares de escorpiões preservados em álcool 70%, água e glicerina, utilizando também o recurso pedagógico do projeto “Ensino em Terceira Dimensão (3D)” para detalhar estruturas anatômicas e tornar o aprendizado mais interativo. As atividades evidenciaram o potencial multiplicador das crianças na disseminação de informações de saúde. Inicialmente, muitos estudantes apresentavam crenças populares equivocadas sobre arboviroses e escorpiões. Com a realização das palestras e experimentações, houve mudança perceptível na compreensão dos riscos e das medidas de prevenção adequadas. Repercussões: A escola mostrou-se um ambiente estratégico para o diálogo entre ciência e cotidiano, favorecendo a conscientização de alunos e famílias e estimulando práticas de prevenção no contexto comunitário. A integração entre saúde e educação revelou-se fundamental para o fortalecimento da promoção da saúde. A utilização de metodologias participativas e recursos interativos contribuiu para tornar o aprendizado mais significativo, aproximando o conhecimento científico da realidade vivenciada pelos estudantes. Considerações Finais: O projeto demonstrou que o envolvimento da comunidade escolar pode gerar impacto real na redução de riscos e na construção de comportamentos preventivos sustentáveis. A experiência mostrou que ações educativas interdisciplinares fortalecem a consciência coletiva e ampliam o alcance das práticas de prevenção em saúde pública. Ao estimular o protagonismo estudantil e o diálogo entre ciência e comunidade, o projeto “Eu (A)Gente Contra a Dengue” contribuiu para a promoção de uma cultura de cuidado e corresponsabilidade social. Iniciativas como essa reafirmam o papel da escola como espaço essencial para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e promoção da saúde.
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