DESAFIOS PARA O DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA: UM ESTUDO DE REVISÃO
Palavras-chave:
Chikungunya, Dengue, Diagnóstico Diferencial, ZikaResumo
INTRODUÇÃO: A dengue, zika e chikungunya são denominadas arboviroses, uma vez que, são doenças virais transmitidas principalmente pelo artrópode Aedes aegypti. No Brasil, a ocorrência de epidemias recorrentes destas doenças representa um problema persistente de saúde pública majoritariamente no que se diz respeito às questões de diagnóstico precoce e diferencial e ao manejo clínico do paciente. A semelhança dos sintomas entre essas doenças dificulta o diagnóstico precoce e adequado, podendo comprometer a eficácia terapêutica e aumentar os riscos de complicações dos casos. Neste contexto, é preciso compreender as particularidades de cada infecção para o manejo clínico eficaz e o fortalecimento da vigilância epidemiológica. OBJETIVO: Analisar os principais desafios enfrentados no diagnóstico diferencial entre dengue, zika e chikungunya, destacando aspectos clínicos e laboratoriais que influenciam a detecção dessas arboviroses. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, fundamentada em dois artigos científicos das revistas Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences e Recima21, além de informações técnicas do Instituto Butantan. Foram selecionadas publicações entre 2020 e 2024, abordando sintomas e métodos diagnósticos. As etapas incluíram leitura analítica e síntese interpretativa dos principais achados. RESULTADOS: Os achados indicam uma sobreposição dos sintomas iniciais das três arboviroses como febre alta, cefaléia, mialgia, artralgia e erupções cutâneas. Contudo, dentre os sinais específicos, a dengue apresenta dor retro-orbitária, febre alta (40⁰C) de início súbito, vômitos, desidratação e sangramento das mucosas. A chikungunya destaca-se pela dor articular intensa e persistente. Já a zika provoca febre baixa, manchas vermelhas acompanhadas de prurido intenso e conjuntivite. O diagnóstico clínico isolado é limitado, e os exames laboratoriais são descritos como fundamentais, embora sofram com reatividade cruzada entre os vírus e restrições de acesso em algumas áreas endêmicas. Outro ponto observado é a possibilidade de coinfecções e a dificuldade em distinguir os agentes durante surtos concomitantes. DISCUSSÃO: O diagnóstico diferencial exige integração entre informações clínicas, laboratoriais e epidemiológicas, uma vez que, apenas os sintomas clínicos não apresentam potencial suficiente para determinação da doença em curso graças à semelhança dos sinais e sintomas no período inicial da doença. Neste sentido, vale ressaltar que apesar dos avanços, a ausência de testes rápidos e laboratoriais específicos contribuí para os desafios no processo de diagnóstico, sobretudo em regiões de baixa infraestrutura. Por conseguinte, vale destacar a importância da capacitação profissional, vigilância contínua e das campanhas de educação em saúde e ações intersetoriais como estratégias essenciais para o reconhecimento precoce dos sinais de gravidade e para o controle vetorial. CONCLUSÃO: Por fim, o diagnóstico diferencial entre dengue, zika e chikungunya ainda representa um desafio clínico e laboratorial no Brasil, graças à semelhança sintomática, às limitações de exames e à circulação simultânea dos vírus que comprometem a precisão diagnóstica. Dessa forma, é preciso investir em tecnologias de diagnóstico rápido, ampliar a capacitação dos profissionais de saúde, além de fortalecer a vigilância epidemiológica. Além disso, o aprimoramento da rede de atenção básica e o engajamento da população no combate ao mosquito vetor são fundamentais para reduzir a morbimortalidade e prevenir novos surtos.
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