SANEAMENTO BÁSICO E VULNERABILIDADE SOCIAL: DESAFIOS PARA A SAÚDE PÚBLICA NO SUDOESTE DA BAHIA
Palavras-chave:
Saneamento Básico, Saúde Pública, Vulnerabilidade SocialResumo
Introdução: A desigualdade no acesso ao saneamento básico continua sendo um grande desafio para garantir a equidade em saúde no Brasil. Muitas comunidades ainda enfrentam dificuldades para obter água potável, ter coleta adequada de esgoto e manejo correto de resíduos, refletindo falhas nas políticas públicas e aumentando a vulnerabilidade social. O saneamento básico é, portanto, um fator fundamental para a prevenção de doenças e para a melhoria da qualidade de vida, sendo também essencial para o desenvolvimento sustentável das comunidades. Objetivo: Analisar a relação entre a precariedade do saneamento básico e seus impactos na saúde coletiva do Sudoeste da Bahia, considerando os determinantes sociais da saúde e as desigualdades regionais. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura narrativa, conduzida nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS, 2022), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2023) e Google Acadêmico. A coleta dos dados ocorreu nos meses de setembro e outubro do ano de 2025. Foram utilizados os descritores: “Saneamento básico”, “Saúde pública”, “Vulnerabilidade social”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram selecionados artigos publicados entre 2017 e 2025, disponíveis em português, que abordassem a relação entre saneamento básico, vulnerabilidade social e saúde pública no Sudoeste baiano. Foram excluídos estudos duplicados, de revisão sistemática e publicações sem acesso ao texto completo. Resultados/Relato de Experiência: As evidências mostram que cidades como Jequié, Itapetinga, Brumado e Guanambi enfrentam desafios significativos em relação ao saneamento básico, especialmente em áreas periféricas e rurais. Em Jequié, a cobertura de esgoto na sede municipal é de 83,95%, com investimentos contínuos para expansão. Itapetinga apresenta uma cobertura de esgoto de 97,07%, embora ainda haja 1.928 habitantes sem acesso ao serviço. Em Brumado, apenas 6,47% da população possui acesso ao esgotamento sanitário, deixando 4.561 habitantes sem coleta adequada. Guanambi apresenta 52,06% de cobertura de esgoto, com 42.097 habitantes sem o serviço. Fatores como baixa renda, escolaridade limitada e moradias precárias intensificam o risco de adoecimento e perpetuam o ciclo de desigualdade social. Além dos impactos diretos na saúde, a insuficiência da infraestrutura sanitária compromete o desenvolvimento econômico local e aumenta os gastos públicos com internações evitáveis. A ausência de investimentos contínuos e a fragmentação das políticas públicas dificultam a efetivação do direito à saúde e ao meio ambiente equilibrado, reforçando a exclusão social em áreas mais vulneráveis. Discussão: Apesar de algumas cidades do sudoeste da Bahia apresentarem altos índices de cobertura de esgoto, como Itapetinga (97,07%) e Jequié (83,95%), essa cobertura não atinge toda a população, especialmente em áreas periféricas e rurais. Esses dados evidenciam desigualdade no acesso ao saneamento básico e reforçam a necessidade de investimentos contínuos e políticas públicas efetivas para garantir cobertura universal e reduzir vulnerabilidades sociais. A falta de acesso adequado ao saneamento favorece a ocorrência de doenças de veiculação hídrica e parasitárias, impactando diretamente a saúde da população. Assim, ampliar a cobertura de esgoto e garantir a manutenção de serviços de água potável são passos fundamentais para promover equidade em saúde e qualidade de vida no sudoeste baiano. Considerações finais: O enfrentamento da precariedade do saneamento básico no exige ações intersetoriais, planejamento estratégico e participação efetiva das comunidades locais. Investir em saneamento básico é investir na dignidade e na equidade, passos fundamentais para reduzir desigualdades e promover justiça social, fortalecendo a saúde pública e a sustentabilidade na região.
Palavras-chave: Saneamento básico; Saúde pública; Vulnerabilidade social
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