DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DA HANSENÍASE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: REVISÃO DE LITERATURA
Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Diagnóstico Precoce, Educação em Saúde, HanseníaseResumo
Introdução: A hanseníase é uma doença infecciosa crônica provocada pelo Mycobacterium leprae, representando um desafio contínuo para a saúde pública no Brasil, particularmente no contexto da atenção primária. Embora as estratégias de controle tenham avançado, o diagnóstico precoce ainda enfrenta obstáculos que levam à continuidade da transmissão e ao aumento das incapacidades físicas. Nesse cenário, é essencial entender os elementos que afetam a identificação precoce dos casos, com o objetivo de promover práticas mais eficazes e reforçar o papel da atenção primária na vigilância e no tratamento da hanseníase. Objetivo: Examinar os principais obstáculos que os profissionais da atenção primária enfrentam para diagnosticar a hanseníase precocemente, enfatizando as barreiras clínicas, educacionais e organizacionais que dificultam a detecção e o tratamento adequado. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa, com seleção de quatro artigos realizada no Google Scholar, comtemplando a base de dados revista eletrônica acervo saúde, hansenologia internationalis, e brazilan jornal of implantology and health sciences. Para a busca utilizaram-se os descritores “diagnóstico”, “atenção primaria” e “hanseníase”. Foram incluídas publicações originais, disponíveis gratuitamente e na integra, escritas em português, inglês e espanhol, e publicadas entre 2023 e 2025, que abordasse a temática do estudo. Como critério de exclusão, foram desconsideradas dissertações, monografias, teses, resenhas, carta ao editor, e aqueles que não trabalhava diretamente com do tema proposto. Resultados: As pesquisas analisadas mostraram que o atraso no diagnóstico da hanseníase constitui um desafio complexo no sistema de saúde brasileiro, principalmente devido à dificuldade dos profissionais em identificar os primeiros sinais clínicos, especialmente em casos com lesões discretas. A falta de formação especializada e a alta rotatividade de profissionais na rede básica contribuem para o manejo inadequado e encaminhamentos tardios. A falta de protocolos claros e problemas na integração entre a atenção primária e os serviços especializados são outros fatores comuns. Contudo, o estigma social ligado à hanseníase continua sendo um empecilho para a busca precoce dos serviços de saúde, o que retarda a confirmação do diagnóstico e o início do tratamento. Discussão: Os resultados alcançados destacam a importância de fortalecer a educação continuada e a supervisão técnica na atenção primária. O diagnóstico precoce requer não só conhecimento clínico, mas também fluxos de atendimento eficazes e uma visão ampliada dos sintomas iniciais. Estratégias como formações continuadas, busca ativa de casos, e campanhas educativas podem diminuir consideravelmente o tempo entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico. A integração de equipes multiprofissionais e a valorização do enfermeiro no rastreamento e acompanhamento são ações fundamentais. Conclusão: O diagnóstico da hanseníase no Brasil é um desafio multifacetado que exige ações interdisciplinares e reestruturação do sistema de saúde. O aprimoramento das práticas assistências e a sensibilização das equipes são medidas fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e reduzir as incapacidades físicas decorrentes da doença.
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Referências
DE SOUZA, Sâmara Ventura; DOS SANTOS, Rayssa Sousa. DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DA HANSENÍASE NO BRASIL:: CONTRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM PARA A VIGILÂNCIA E CONTROLE EPIDEMIOLÓGICO. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 7, n. 5, p. 797-820, 2025.
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