ENTRE O DESCUIDO E O ESQUECIMENTO: DOENÇAS NEGLIGENCIADAS E DESIGUALDADE SOCIAL. REVISÃO DE LITERATURA
Palavras-chave:
Doenças Negligenciadas, Desigualdade Social, PrevalênciaResumo
Introdução: Doenças negligenciadas ocorrem por agentes infecciosos ou parasitas e são consideradas endêmicas em populações de países em desenvolvimento, como o Brasil, estes fatores, se relacionam com determinantes socioeconômicos, culturais e ambientais. Segundo a Organização Mundial da Saúde, essas doenças são disseminadas em ambientes precários, estrutura sanitária, condição de moradia, alimentação inadequada e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Assim, percebe-se que as populações em situação de vulnerabilidade socioeconômica são mais propensas a contrair doenças negligenciadas, resultado da ausência de políticas públicas efetivas e da indiferença governamental frente às condições precárias de vida. Objetivo: Analisar de que maneira a desigualdade social afeta a incidência e a continuidade das doenças negligenciadas, destacando a conexão entre vulnerabilidade socioeconômica e descaso governamental. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com a seleção de artigos realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, contemplando as bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Base de Dados de Enfermagem. Para a busca, utilizaram-se os Descritores em Ciências da Saúde “Doenças Negligenciadas”, “Desiqualdade Social" e "Prevalência ", combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídas publicações originais, disponíveis gratuitamente e na íntegra, escritas em português, inglês e espanhol, e publicadas entre os anos de 2020 e 2021, que abordassem a temática do estudo. Como critérios de exclusão, foram desconsiderados dissertações, monografias, teses, resenhas, editoriais, cartas ao editor, artigos duplicados e aqueles que não tratavam diretamente do tema proposto. Inicialmente, foram identificados 70 artigos. Após a aplicação dos filtros identificou-se 28, com a leitura dos títulos e resumos, obteve-se um total de 19 estudos selecionados, Destes, após leitura na íntegra, 9 foram considerados elegíveis para a revisão Resultados: A análise dos estudos, revelou que as doenças negligenciadas têm uma distribuição desigual entre as áreas urbanas e rurais. Embora a incidência proporcional seja maior na zona rural, a maioria dos casos é registrada na área urbana. Na análise espacial, observou-se a formação de aglomerados de casos em regiões periféricas, especialmente nos bairros marcados por condições de moradia precárias, presença de encostas e histórico de desigualdade social. Observando, ainda, fragilidade na detecção e notificação dos casos pela atenção básica, o que reflete limitações no diagnóstico precoce e na vigilância epidemiológica. Discussão: A vulnerabilidade das populações às doenças negligenciadas é um reflexo direto das desigualdades sociais e estruturais existentes no País. Expondo que a propagação dessas doenças é facilitada por fatores como urbanização desordenada, habitações precárias e ausência de saneamento, especialmente em regiões periféricas e rurais. Ademais, a fragilidade da atenção básica na identificação e comunicação dos casos demonstra a urgência de reforçar as medidas preventivas. Sendo fundamental a implementação de políticas públicas intersetoriais que garantam equidade, aumentem o acesso aos serviços de saúde e diminuam as condições que favorecem a persistência das doenças negligenciadas. Conclusão: Assim, as doenças negligenciadas representam as disparidades sociais no Brasil, atingindo principalmente comunidades em regiões periféricas e rurais, que enfrentam condições precárias de moradia, saneamento básico insuficiente e acesso restrito aos serviços de saúde.
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