EFEITOS DE DIFERENTES RECIPIENTES NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong.
Palavras-chave:
Tamboril, Parâmetros morfológicos, Sistema de produçãoResumo
Dentre as diversas espécies nativas que integram projetos de recuperação de áreas degradadas, o Tamboril (Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong) destaca-se como uma espécie promissora devido ao seu rápido crescimento. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de mudas de Tamboril produzidas em diferentes tamanhos de recipientes, incluindo sacos plásticos e tubetes. A pesquisa foi conduzida com um delineamento experimental inteiramente casualizado (DIC), composto por cinco tratamentos: tubete de 55 cm3, tubete de 170 cm3, tubete de 290 cm3, saco plástico de 400 cm3 e saco plástico de 700 cm3. Foi conduzida em duas etapas distintas, primeira etapa, avaliou-se a altura da parte aérea (H) e o diâmetro do colo (DC) no intervalo de 22 dias para análise de crescimento. Na segunda etapa, após 90 dias da semeadura, as mudas foram levadas ao laboratório de silvicultura para avaliação dos seguintes parâmetros morfológicos: altura da parte aérea (H), relação altura/diâmetro (H/D) diâmetro de colo (DC), biomassa fresca da parte aérea (BMFA), biomassa fresca do sistema radicial (BMFR), biomassa seca da parte aérea (BMSA), biomassa seca do sistema radicial (BMSR) e índice de qualidade de Dickson (IQD). Mudas produzidas em tubetes de 290 cm3 e 170 cm3 apresentaram as maiores médias para as variáveis morfológicas avaliadas. Os recipientes tubete 55 cm3 apresentaram as menores médias para quase todas as variáveis morfológicas avaliadas, não sendo adequados para a produção de mudas de tamboril.