SÍNDROME DE DISPERSÃO DE SEMENTES EM PERÍODO SECO E ÚMIDO EM FLORESTA DE CAATINGA MANEJADA
Palavras-chave:
Floresta nacional, Manejo florestal, Savana-estépica florestada, Sementes florestaisResumo
Nas plantas, a época de ocorrência dos eventos reprodutivos é um fator determinante, uma vez que pode assegurar a sobrevivência e o estabelecimento de plântulas. Assim, o presente estudo objetivou avaliar as síndromes de dispersão realizadas pelas espécies em condições sazonais em uma área de Caatinga submetida a manejo florestal. O estudo foi conduzido em uma área de Caatinga manejada em 2015, localizada na Floresta Nacional Contendas do Sincorá. Os tratamentos foram: corte raso - abate de todas as árvores e arbustos; Corte seletivo por diâmetro mínimo – abate de todos os indivíduos com diâmetro a altura do peito (DAP) maior ou igual a 5,0 cm; Corte seletivo por espécie – abate de três espécies; Testemunha – Caatinga não manejada. Os coletores foram instalados no centro de cada uma das 48 parcelas com 1,30 m acima do solo. A síndrome de dispersão predominante na estação chuvosa foi a autocoria. Na estação seca foi observado uma maior dispersão de espécies anemocóricas. As espécies que realizam dispersão anemocórica, em especial, Combretum monetaria Mart. e Astronium urundeuva (M. Allemão) Engl., foram responsáveis por maior parte das sementes dispersas durante o período de seca. Pereskia bahiensis Gürke realizou a dispersão de sementes (zoocoria) exclusivamente após o período das chuvas, somente nos meses de abril e maio.