Raízes que nos formam: identidades, ancestralidades e pertencimento
Palavras-chave:
Identidades, ancestralidades, Educação antirracistaResumo
Este artigo constitui um recorte de uma pesquisa de mestrado em andamento, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade, que tem como tema central a formação docente e as relações étnico-raciais sob uma perspectiva antirracista. O estudo apresenta reflexões sobre a construção das identidades étnico-raciais e das ancestralidades, a partir de uma pesquisa-ação crítica desenvolvida com professoras de uma escola pública do município de Itaquara – BA. Inspirada na metodologia freireana dos Círculos de Cultura, a investigação utilizou a culinária como linguagem pedagógica e dispositivo simbólico para o diálogo sobre memória, pertencimento e herança cultural. As dinâmicas do espelho e da árvore da ancestralidade possibilitaram que as participantes revisitassem suas trajetórias e reconhecessem a presença dos saberes e valores ancestrais em suas práticas educativas. As análises evidenciam que a valorização das origens, o reconhecimento da diversidade étnico-racial e o fortalecimento da autoestima constituem dimensões essenciais para uma docência comprometida com a educação das relações étnico-raciais. Conclui-se que a ancestralidade, ao ser ressignificada no espaço escolar, contribui para a consolidação de uma educação antirracista que reconhece e legitima os saberes afro-brasileiros como parte do currículo e da vida docente.
Palavras-chave: Identidades. Ancestralidades. Educação antirracista
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