Pedagogia do constrangimento: uma ferramenta de combate à discriminação social

Autores

  • Jonathan Leonardo Santos Junior Curso de extensão Educação e Cultura - Odeere

Palavras-chave:

Pedagogia do Constrangimento, Educação

Resumo

O racismo no Brasil, apesar de ser extramamente violento, possui nuances que  precisam ser enfrentadas. Nesse cenário, com o  intuito de educar, surge o conceito da pedagogia do constrangimento. Essa denominação foi idealizada pelo ativista e presidente da Central Única das Favelas Francisco José Pereira de Lima, autodenominado Preto Zezé, de acordo com Nazzari e Souza 2024. O objetivo deste estudo foi  fornecer uma ferramenta de enfretamento a discriminação. Trata- se de um estudo de revisão narrativa,  realizada na base de dados Google Scholar no qual apenas um artigo foi encontrado, evidenciando que, mesmo sendo um tema relevante, recebeu pouca atenção, utilizando-se os descritores “pedagogia do constrangimento”, “educação antirracista” e “português”. O combate ao racismo e outras formas de discriminação social que ocorrem na atualidade, como o sexismo e a LGBTfobia, é uma luta que exige urgência. O seu enfretamento exige um esforço da sociedade para combater essas múltiplas relações de poder, segundo afirma Carneiro 2003. Nessa perspectiva, é crucial fornecer uma estratégia que possa ser utilizada com facilidade para corpos percebidos como fora do padrão branco e heteronormativo. A ação educativa se apropria do constrangimento direcionado ao outro – negro, LGBT, gordo, PCD – redirecionando o constrangimento ao opressor.  Além de deixá-lo constrangido, essa ação visa empoderar as pessoas que são vítimas cotidianas de ataques violentos disfarçados de comentários sutis. Pode-se traçar uma paralelo da importância dessa estratégia com o pensamento de Nego Bispo 2015, quando ele afirma: nomear é um ato de poder que apaga uma memória e impõe outra. Infere-se que o ato de nomear, como um ato político e de poder contra estereótipos depreciativos a fim de confrontar pessoas que causam desconforto nos seus interlocutores. Essa ação não apenas gera empoderamento nas pessoas que são diariamente constrangidas, como também força os interlocutores a uma reflexão forçada sobre as práticas adotadas.  Portanto, oferecer uma ferramenta assertiva de enfretamento, como a pedagogia do constrangimento, a discriminação social de qualquer espécie pode mitigar práticas como o sexismo, o racismo e a LGBTfobia+. Vale ressaltar que os comportamentos do agressores é um posicionamento político que precisa ser questionado a fim de promover mudanças sociais mais robustas. Apesar dos avanços, os estereótipos continuam. Eles precisam ser combatidos com veemência para que em um futuro próximo possamos ter um país efetivamente diverso

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Referências

CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o feminismo: A situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. https://www.geledes.org.br/enegrecer-o-feminismo-situacao-da-mulher-negra-na-america-latina-partir-de-uma-perspectiva-degenero/?gad_source=1&gad_campaignid=1495757196&gbraid=0AAAAADnS6iBBBwzn4jSXsQqaEEiiyti4E&gclid=Cj0KCQjw3aLHBhDTARIsAIRij58Gg6TmWGQOxMlphMGLPpldFhTTWJd_fst1OxzOG-aI4Us4EkcdgJkaAqS4EALw_wcB

NAZZARI, Marinez Santina; SOUZA, Francisco Paulo de, O ”Constrangimento Pedagógico” como prática da educação antirracista. https://trabalhoscidhcoimbra.com/ojs/index.php/anaiscidhcoimbra/article/view/4562

SANTOS, Antônio Bispo dos. Colonização, Quilombos: modos e significados. Brasília/DF: INCTI/UNB, 2015

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Publicado

2026-07-23

Como Citar

SANTOS JUNIOR, Jonathan Leonardo. Pedagogia do constrangimento: uma ferramenta de combate à discriminação social. Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira, [S. l.], v. 3, p. 380–381, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/sepab/article/view/6038. Acesso em: 26 jul. 2026.

Edição

Seção

Resumos - GT 02 – Etnia, Gênero e Diversidade Sexual