A contação afro-indígena como caminho de reconhecimento identitário: Os impactos de uma ação extensionista
Palavras-chave:
Contação de histórias, Identidade, Pedagogia decolonialResumo
Este trabalho analisa os impactos da contação de histórias afro-indígenas no processo de fortalecimento identitário de crianças assentadas, partindo do Projeto Contando Africanidades, vinculado à Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). A metodologia foi de caráter qualitativo, fundamentada em sessões de contação de histórias com protagonistas negros e indígenas, realizadas em um assentamento sem-terra, seguidas de rodas de conversa. Os resultados evidenciam que as narrativas possibilitaram às crianças se reconhecerem positivamente, reforçando vínculos com sua ancestralidade e construindo representações de pertencimento coletivo. Constatou-se que a contação de histórias, nesse contexto, atua como pedagogia insurgente, em diálogo com perspectivas de uma educação antirracista e decolonial (hooks, 2019; Carneiro, 2005; Walsh, 2009). Conclui-se que a contação de histórias afro-indígenas constitui-se como prática de resistência e transformação social, reafirmando a infância como espaço de criação, identidade e protagonismo.
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Referências
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