SISLUQUI – Sistema Ludoétnico Quilombola: uma prática pedagógica decolonial e insurgente nas infâncias quilombolas do Monte Recôncavo
Palavras-chave:
Decolonialidade, Educação Quilombola, LudoetnicidadeResumo
O presente artigo apresenta o Sistema Ludoétnico Quilombola (SISLUQUI) como uma proposta pedagógica de base decolonial e antirracista, desenvolvida na Escola Municipal Duque de Caxias, localizada na Comunidade Quilombola do Monte Recôncavo, em São Francisco do Conde (BA), com estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental. O projeto integra as ações do Núcleo de Diálogos Educacionais, Ludoétnicos, Quilombolas e Indígenas (NUDELQI) e propõe a valorização da cultura, dos saberes locais e da ludoetnicidade como ferramentas de emancipação. Fundamentado em perspectivas teóricas afrocentradas e decoloniais, o SISLUQUI promove práticas pedagógicas que reconhecem a ancestralidade como eixo epistemológico e formativo. A metodologia adotada é a pesquisa-ação de caráter etnográfico, com oficinas que geraram produções simbólicas e coletivas, como o Sistema de Numeração Quilombola (SISNUQUI) e o Sistema Monetário Quilombola do Monte Recôncavo (SISMONQUI). Os resultados apontam para a afirmação identitária das infâncias quilombolas e a efetivação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, ao mesmo tempo em que revelam o brincar como prática de resistência e reinvenção do currículo escolar.
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