Pedagogias contemporâneas: questões de gênero e afro-indígenas na formação em Pedagogia no Estado da Bahia

Autores

  • Dailza Araújo Lopes UESB
  • Railane Santos Ramos UESB
  • Jéssica Santos de Azevedo
  • Tamires Suelen Carvalho Fagundes
  • Ariana Passos dos Santos
  • Joyce Santos Morais

Palavras-chave:

Pedagogias, educação, Afro-indígenas

Resumo

Esta pesquisa que segue em curso, e busca analisar de que maneira questões de gênero e afro-indígenas aparecem nos Projetos Pedagógicos dos Cursos de licenciatura em Pedagogia nas Universidades Estaduais da Bahia, a saber: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). A abordagem teórico-metodológica está ancorada nos estudos críticos e decoloniais, considerando a interseccionalidade na educação, onde busca-se identificar os contextos formativos aos quais a profissional de Pedagogia tem sido submetida nas universidades estaduais da Bahia.  Para tanto, a metodologia está baseada no método de Análise de Conteúdo (AC), numa perspectiva de análise categorial dos fenômenos a serem investigados, somando ao levantamento bibliográfico sobre o tema, associada à pesquisa documental dos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC) de Pedagogia. Assim, os resultados empreendidos até o momento dão conta de evidenciar que os cursos de Pedagogia ofertados nas universidades estaduais da Bahia têm incorporado o debate a respeito das questões afro-indígenas, a partir das leis 10.639/2003 e 11.645/2008, e de gênero em componentes curriculares obrigatórios, mas que ao longo do curso essas discussões não aparecem nas demais disciplinas, o que prejudica o caráter interdisciplinar desse campo epistemológico.  O aporte teórico empenhado na pesquisa e na análise dos dados levantados e aqueles que estão em processo de pesquisa ancora-se nas ideias de Brasil (2006), Jurema Werneck[1] (2006), Selma Pimenta (2011), Dennis Oliveira (2021), Cida Bento (2022), Mônica Conrado e Thiane Neves Monteiro (2022).

 

[1] As autoras negras, ao aparecerem pela primeira vez no texto, terão seu sobrenome em destaque negrito, como forma de combater a invisibilidade das intelectuais negras dentro das políticas de citação. Esta ação é um desdobramento coletivo encaminhado na Escola Transnacional de Feminismo Negro e Decolonical, realizada em Cachoeira/Ba no ano de 2018 e publicada no artigo escrito por Angela Figueiredo (2020).

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Referências

BENTO. Cida. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras; 2022.

BRASIL. Ministério da Educação. Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico – Raciais. Brasília: SECAD, 2006.

CONRADO, Mônica Prates; NEVES BARROS, Thiane de Nazaré Monteiro. (2022). A categoria “afro-indígena” na Amazônia paraense: usos, confluências e ambivalências em debate acadêmico. Horizontes Antropológicos, 28(63), 227–246. <https://doi.org/10.1590/S0104-71832022000200008>. Acesso em: 10 out. 2025.

OLIVEIRA, Dennis de. Racismo estrutural: uma perspectiva histórico-crítica. São Paulo: Editora Dandara, 2021.

PIMENTA, Selma Garrido (Org.). Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

WERNECK, Jurema. (2016). Racismo institucional e saúde da população negra. Saúde e Sociedade, 25(3), 535–549.

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Publicado

2026-07-23

Como Citar

LOPES, Dailza Araújo; RAMOS , Railane Santos; AZEVEDO, Jéssica Santos de; FAGUNDES, Tamires Suelen Carvalho; SANTOS, Ariana Passos dos; MORAIS, Joyce Santos. Pedagogias contemporâneas: questões de gênero e afro-indígenas na formação em Pedagogia no Estado da Bahia . Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira, [S. l.], v. 3, p. 261–262, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/sepab/article/view/6084. Acesso em: 26 jul. 2026.

Edição

Seção

Resumos - GT 01 - Etnicidade, Memória e Educação