Didáticas antirracistas: possibilidades de trabalhos a partir de uma perspectiva interdisciplinar

Autores

  • Dailza Araújo Lopes Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
  • Helena Rachel da Mota Araújo Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
  • Silvana dos Santos Bispo Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
  • Toniedson das Neves de Sousa Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Palavras-chave:

Didática, educação antirracista, decolonialidade

Resumo

O presente texto tem como objetivo discutir a perspectiva interdisciplinar as possibilidades de práticas pedagógicas antirracistas nas seguintes áreas: Pedagogia, História, Biologia, Geografia e Sociologia. Pensando a didática como o ramo da ciência da educação que trabalha com abordagens para desenvolvimento de técnicas de ensino e métodos que vão favorecer os processos de aprendizagem, torna-se necessária a discussão sobre os caminhos possíveis sobre como essas abordagens podem favorecer o debate sobre as questões étnico-raciais, da interseccionalidade, de gênero e raça, para atender às leis 10.639/2003 e 11.645/2003, mas também para promover espaços formativos mobilizados pela educação antirracista. A metodologia utilizada para discussão é com base no relato de experiência de docentes que atuam na educação básica e no ensino superior em instituições públicas. Com as reflexões tecidas, é possível inferir que a educação antirracista é ferramenta de transformação social, capaz de desmontar os entraves oriundos da colonização, uma vez que a colonialidade do poder, saber e do ser tem orientado os processos educacionais em diversas áreas, e com as práticas pedagógicas orientadas pelos princípios didático-políticos é possível construir outras possibilidades historiográficas e científicas sobre os povos negros, quilombolas, indígenas, ciganos, e outros grupos étnicos que são afetados pela colonialidade. O aporte teórico baseia-se nas ideias de Eliane Cavalleiro[1] (2001), Kabengele Munanga (2005), Luiz Oliveira e Vera Candau (2010), Nilma Gomes (20212), Vera Candau (2014), Carla Akotirene (2019) e Pedro Chaves (2021).

 

[1] [1] As autoras negras, ao aparecerem pela primeira vez no texto, terão seu sobrenome em destaque negrito, como forma de combater a invisibilidade das intelectuais negras dentro das políticas de citação. Esta ação é um desdobramento coletivo encaminhado na Escola Transnacional de Feminismo Negro e Decolonical, realizada em Cachoeira/Ba no ano de 2018 e publicada no artigo escrito por Angela Figueiredo (2020).

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Referências

AKOTIRENE. Carla. Interseccionalidade. São Paulo: Polém, 2019.

BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson; GROSFOGUEL, Ramón (org.). Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. Belo Horizonte: Autêntica, 2018.

CANDAU, Vera Maria (Org.). A didática em questão. Petrópolis, RJ, Vozes, 2014.

CHAVES, Pedro Jônatas. Didática, decolonialidade e epistemologias do Sul: uma proposta insurgente contra a neoliberalização do ensino escolar e universitário. Curitiba: CRV, 2021.

GOMES, Nilma Lino. Relações étnico-raciais: educação e descolonização dos currículos. Currículo sem Fronteiras, v. 12, n. 1, p. 98-109, 2012.

MUNANGA, Kabengele (Org). Superando o Racismo na escola. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, Brasília, 2005

OLIVEIRA, Luiz Fernando; CANDAU, Vera Maria. (2010). Pedagogia decolonial: educação antirracista e intercultural no Brasil. Educação em Revista, 26(1), 15-40.

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Publicado

2026-07-23

Como Citar

LOPES, Dailza Araújo; ARAÚJO , Helena Rachel da Mota; BISPO , Silvana dos Santos; SOUSA, Toniedson das Neves de. Didáticas antirracistas: possibilidades de trabalhos a partir de uma perspectiva interdisciplinar. Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira, [S. l.], v. 3, p. 259–260, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/sepab/article/view/6097. Acesso em: 26 jul. 2026.

Edição

Seção

Resumos - GT 01 - Etnicidade, Memória e Educação