Iconografias da Branquitude: hierarquização racial na unidade “Reprodução Humana” do livro didático de Superação Ciências (PNLD/2024)
Palavras-chave:
branquitude, livro didático de Ciências, análise decolonialResumo
Este artigo analisa a manifestação da branquitude nas imagens do livro didático (LD)[1] de Ciências do 8º ano da coleção Superação Ciências (PNLD/2024), com foco na Unidade 3 — Sistema Genital e Reprodução Humana. A pesquisa, de natureza qualitativa e documental, utiliza 25 imagens distribuídas em 24 páginas, analisadas por meio de protocolo de codificação que considera tipologia da representação, gênero, raça/etnia, dimensão e elementos visuais. A análise articula leitura crítica de imagens (Kellner, 2013) à perspectiva decolonial, considerando conceitos como colonialidade do poder, do saber e do ser, epistemicídio e sub-ontologia do outro. Os resultados mostram que 71% das figuras humanas representam pessoas brancas, com maior dimensão e centralidade, enquanto 29% representam pessoas negras, em posições marginais ou invisibilizadas. Conclui-se que o currículo de Ciências reforça hierarquias raciais e de gênero, naturalizando a branquitude, e aponta para a necessidade de práticas educativas que promovam pluralidade epistemológica e justiça social.
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