A ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO ENSINO FUNDAMENTAL

Autores

  • Felipe Miranda de Almeida Universidade do Estado da Bahia
  • Jamilly Carmen da Silva Universidade do Estado da Bahia
  • Maria Elisa Rocha Fagundes de Brito Universidade do Estado da Bahia

Palavras-chave:

Alfabetização, Práticas pedagógicas, TEA

Resumo

A discussão acerca do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ambiente escolar apresenta-se de forma controversa, pois embora tenha como propósito contribuir com a qualidade educacional, também desperta críticas de educadores quanto às práticas pedagógicas voltadas a essa temática. Diante disto, esta pesquisa visa investigar como tem ocorrido a alfabetização de estudantes autistas no ensino fundamental, bem como analisar as práticas pedagógicas que viabilizam o processo de ensino-aprendizagem. Como questão problema, destaca-se, quais os desafios encontrados nas práticas docentes concernentes a alfabetização de crianças com TEA no ensino fundamental? As discussões teóricas estão amparadas nos pressupostos teóricos de Coll, Marchesi e Palacios (2010); Leo Kanner (1943); Magda Soares (2004, 2017, 2020); Vygotsky (2002, 2010); Mantoan (2003), Sena (2021), além de legislações e documentos que tratam da temática. A metodologia adotada trata-se de uma abordagem qualitativa, fundamentada em uma pesquisa bibliográfica com objetivo metodológico de natureza exploratória. Os resultados evidenciam que as práticas pedagógicas estão em constante mudança e as discussões para os novos meios de educar tem se feito presentes cada vez mais nos ambientes escolares. Conclui-se que é fundamental o cumprimento das políticas educacionais contextualizadas que considerem as especificidades dos estudantes e garantem o acesso à educação de qualidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Felipe Miranda de Almeida, Universidade do Estado da Bahia

Graduando do curso de Licenciatura em Pedagogia, pela Universidade do Estado da Bahia, campus XX, mirandasfelipe2005@gmail.com

Jamilly Carmen da Silva, Universidade do Estado da Bahia

Graduanda do curso de Licenciatura em Pedagogia, pela Universidade do Estado da Bahia, campus XX, jamillycarmen@gmail.com

Maria Elisa Rocha Fagundes de Brito, Universidade do Estado da Bahia

Graduanda do curso de Licenciatura em Pedagogia, pela Universidade do Estado da Bahia, campus XX, elisauneb.25@gmail.com

Referências

ALMEIDA, Tamires Oliveira Sena de. A importância dos Jogos e Brincadeiras na aprendizagem na Educação Infantil. 2021. 18. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia) - Instituição Pitágoras, Santo André, 2021.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Saberes e práticas da inclusão: recomendações para a construção de escolas inclusivas. 2. ed. Brasília: MEC, Secretaria de Educação Especial, 2006, p. 79. (Série Saberes e práticas da inclusão).

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB nº. 9394/1996, BRASÍLIA.

BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 dez. 2012.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei Brasileira de Inclusão). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 jul. 2015. Seção 1, p. 1.

COLL, Cesar; MARCHESI, André; PALACIOS, Jesús. Desenvolvimento Psicológico e Educação - 2ed. - Vol. 3: Transtornos de Desenvolvimento e Necessidades Educativas Especiais. Porto Alegre: Penso Editora, 2016.

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Manual de atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista. Brasília: CNJ, 2023.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Indignação: Cartas Pedagógicas e Outros Escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa -6ª ed.- São Paulo: Atlas, 2017.

GIL, Antonio Carlos. Método e técnicas de pesquisa social. São Paulo, SP: Atlas. 1999.

INÊS, Andreia. Alfabetização e Letramento Magda Soares. Youtube, 2017. Disponível em: >https://youtu.be/aworj9UvHgk?si=LzIo3jMIXRrM9TAb<. Acesso em: 18 de nov de 2024.

KANNER, Leo. Distúrbios autistas do contato afetivo. Criança Nervosa: Jornal de Psicopatologia, Psicoterapia, Higiene Mental e Orientação da Criança, v. 2, 1943.

MANTOAN, Maria Tereza Eglér. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.

OLIVEIRA, Andreia Margarida Boucela Carvalho de. Perturbação do espectro de autismo: a comunicação. 2009. 94 f. Trabalho de Projeto (Pós-Graduação em Educação Especial) – Escola Superior de Educação Paula Frassinetti, Porto, 2009.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento: caminhos e descaminhos. Revista Pátio, Porto Alegre, n. 29, p. 96-100, 2004.

SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento. São Paulo: Contexto, 2020.

VYGOTSKY, Lev Semionovitch. A construção do Pensamento e da Linguagem. Sao Paulo: Martins Fontes, 2001.

VYGOTSKY, Lev Semionovitch. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

Downloads

Publicado

2025-12-29

Como Citar

DE ALMEIDA, Felipe Miranda; DA SILVA, Jamilly Carmen; DE BRITO, Maria Elisa Rocha Fagundes. A ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO ENSINO FUNDAMENTAL. Semana de Pedagogia, [S. l.], v. 3, p. 726–737, 2025. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/seped/article/view/6743. Acesso em: 24 jun. 2026.

Edição

Seção

GT 8 - Educação Especial e Inclusiva: interfaces e perspectivas