LIVROS DIDÁTICOS PARA ESTUDANTES COM SURDEZ: Interpelações sobre processos de ensino-aprendizagem e de pertencimento linguístico
Palavras-chave:
Livro didático, Libras e Língua Portuguesa, EscolaResumo
Este artigo expoe uma pesquisa qualitativa, com enfoque em aspectos que envolvem discussões e reflexões sobre a possibilidade de produção, pelas editoras, de livros didáticos bilíngues para estudantes com surdez e as implicações que a falta desse material tem causado no ensino-aprendizagem. Para dar suporte a investigação foram consultadas as normativas do MEC/Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), a lei 10.435/02, o decreto 5626/05, Freire (1980/1995), Quadros (2005/2008), dentre outras fontes. Na arguição, foi lançado um olhar especial sobre o fato de alunos com surdez não terem livros bilíngues para estudo e, por isso, consumirem livros didáticos comuns, escritos para aprendizes ouvintes.Entretanto, a legislação vigente que conduz a educação para pessoas com surdez, associada a política escolar apoiada pelo MEC, orienta o ensino bilíngue nas escolas, com a LIBRAS como primeira língua de uso e instrução.As arguições demonstraram que sem livros didáticos adaptados, somente o intérprete dá visibilidade a LIBRAS e na ausência desse profissional, o idioma, visual-motor, desaparece. Sem a identificação do pertencimento linguístico aos livros didáticos e sem valorização da sua cultura, a comunidade surda escolar está perdendo a motivação para participar ativamente das aulas e para desenvolver aprendizagem significativa.
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