AVALIAÇÃO DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE EM PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA COVID-19
Palavras-chave:
Infecção Hospitalar, Unidades de Terapia Intensiva, COVID-19Resumo
Introdução: As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) são eventos adversos evitáveis, que ocorrem com frequência em pacientes admitidos em unidades de terapia intensiva (UTI), devido ao uso de múltiplos dispositivos invasivos e assistência prestada. Objetivo: Avaliar as infecções relacionadas à assistência à saúde em pacientes internados em unidades de terapia intensiva COVID-19. Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, realizado com prontuários de pacientes internados em UTI COVID-19 em 2020-2021, em um hospital público da Bahia. Foram analisados dados sociodemográficos, uso de dispositivos invasivos, tipo de infecção e bactérias isoladas. Os dados foram tabulados no Microsoft Excel® e a análise estatística feita no SPSS, versão 21.0. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, com protocolo n° 5.540.827. Resultados e Discussão: Foram avaliados 488 prontuários, sendo a maioria pacientes idosos ≥ 60 anos (60,5%), sexo masculino (53,3%) e raça/cor preto/pardo (96,0%). Observou-se alta prevalência do uso de dispositivos invasivos, entre eles: sonda vesical de demora (74,6%), catéter venoso central (67,2%) e ventilação mecânica invasiva (VMI) (66,2%). A infecção mais prevalente foi a pneumonia associada à ventilação (PAV) (49,2%), considerada uma das infecções mais comuns e graves em pacientes internados em UTIs, que foram submetidos à VMI, algo bastante comum durante o internamento de pacientes graves com COVID-19. Os microrganismos mais encontrados no estudo foram a Klebsiella pneumoniae (4,9%), Pseudomonas aeruginosa (4,9%) e fungos e leveduras (3,4%). Conclusão: Sendo assim, conclui-se que muitos pacientes em UTI COVID-19 utilizaram dispositivos invasivos, como a VMI, sendo que a IRAS mais prevalente foi a PAV, havendo maior frequência de K. pneumoniae e P. aeruginosa, bactérias que estão associados à essa infecção.
Downloads
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (PNPCIRAS) 2021 a 2025. 2021.
BARDI, T. et al. Nosocomial infections associated to COVID-19 in the intensive care unit: clinical characteristics and outcome. European Journal of Clinical Microbiology & Infectious Diseases, v. 40, p. 495-502, 2021. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7778834/. Acesso em: 18 out. 2024.
BLOT, S. et al. Healthcare-associated infections in adult intensive care unit patients: Changes in epidemiology, diagnosis, prevention and contributions of new technologies. Intensive and Critical Care Nursing, v. 70, p. 103227, 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35249794/. Acesso em: 01 nov. 2024.
DAMICO, V. et al. Co-infections among COVID-19 adult patients admitted to intensive care units: results from a retrospective study. Annali di Igiene, Medicina Preventiva e di Comunità, v. 35, n. 1, 2023. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35195240/. Acesso em: 18 out. 2024.
WAŁASZEK, M. et al. Ventilator-associated pneumonia in Polish intensive care unit dedicated to COVID-19 patients. BMC Pulmonary Medicine, v. 23, n. 1, p. 443, 2023. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10652561/. Acesso em: 01 nov. 2024.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Simpósio da Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Sob os seguintes termos:
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.