USO DE ANTIBACTERIANOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA COVID-19
Palavras-chave:
Antibacterianos., Covid-19, Unidade de Terapia IntensivaResumo
Introdução: Durante a pandemia COVID-19, pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) possuem maiores chances de desenvolverem infecções bacterianas, fazendo uso de antibacterianos, o que gera desafios clínicos e terapêuticos. Objetivo: Diante disso, o objetivo deste estudo foi analisar o perfil de anti-infecciosos de uso sistêmico utilizados em unidades de terapia intensiva COVID-19. Metodologia: Realizou-se um estudo transversal descritivo, de caráter retrospectivo, com pacientes internados em UTI COVID, de um hospital público do interior da Bahia. Os participantes do estudo foram pacientes de ambos os sexos, diagnosticados com COVID-19 e internados nas UTIs 1, 2 e 5 durante os anos de 2020 e 2021, sendo avaliados 488 prontuários. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, no CAAE: 34826020.1.0000.0055. Resultados e discussão:Em relação ao uso de antibióticos, verificou-se 74,8% de Ceftriaxona, 71,5% de Azitromicina, 46,7% de Piperacilina + Tazobactam, 35,0% Meropeném, 13,3% de Teicoplanina, 10,5% de Vancomicina, 8,6% de Polimixina B, 6,0% de Levofloxacino, 5,5% de Clindamicina, 5,1% de Cefepima. Observou-se um aumento no uso da azitromicina, pelas suas propriedades antibacterianas, mas que também foi utilizada na pandemia do COVID-19 por seus efeitos anti-inflamatórios e imunomoduladores, porém sem eficácia no tratamento da COVID-19 demonstrado por vários estudos clínicos. As cefalosporinas e penicilinas foram amplamente prescritas, sendo frequentemente escolhidas como primeira linha para o tratamento de infecções respiratórias, justificando assim sua predominância no contexto hospitalar e em UTIs. Conclusão: Dessa forma, faz-se necessário o uso racional de antibacterianos, evitando um aumento da resistência microbiana, assim como dos custos financeiros associados.
Downloads
Referências
ABU-RUB, Lubna I. et al. Antibiotics Prescribing in Intensive Care Settings during the COVID-19 Era: a systematic review. Antibiotics, [S.L.], v. 10, n. 8, p. 935, 2 ago. 2021. MDPI AG. http://dx.doi.org/10.3390/antibiotics10080935.
BRASIL. Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com COVID-19 - Capítulo 2: Tratamento Farmacológico. Brasília: CONITEC, 2021.
CARRARA, Elena et al. Determinants of inappropriate empirical antibiotic treatment: systematic review and meta-analysis. International Journal Of Antimicrobial Agents, [S.L.], v. 51, n. 4, p. 548-553, abr. 2018. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.ijantimicag.2017.12.013. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0924857917304478?via%3Dihub.
Zhu N, Zhang D, Wang W, Li X, Yang B, Song J, et al. A Novel Coronavirus from Patients with Pneumonia in China, 2019. N Engl J Med [Internet]. 2020 Feb 20 [cited 2024 May 24];382(8):727–33. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7092803/
World Health Organization. Coronavirus disease (COVID-19) pandemic [Internet]. Who.int. 2019 [cited 2024 May 20]. Available from: https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-201
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Simpósio da Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Sob os seguintes termos:
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.