USO DE ANTIBACTERIANOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA COVID-19

Autores

  • Emanuelly Barbosa Carvalho Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Isabela da Fonseca Fraga Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Erick Vinicius de Oliveira Teles
  • Laiz Freire Lima
  • Gisele da Silveira Lemos
  • Cleber Souza de Jesus

Palavras-chave:

Antibacterianos., Covid-19, Unidade de Terapia Intensiva

Resumo

Introdução: Durante a pandemia COVID-19, pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) possuem maiores chances de desenvolverem infecções bacterianas, fazendo uso de antibacterianos, o que gera desafios clínicos e terapêuticos. Objetivo: Diante disso, o objetivo deste estudo foi analisar o perfil de anti-infecciosos de uso sistêmico utilizados em unidades de terapia intensiva COVID-19. Metodologia: Realizou-se um estudo transversal descritivo, de caráter retrospectivo, com pacientes internados em UTI COVID, de um hospital público do interior da Bahia. Os participantes do estudo foram pacientes de ambos os sexos, diagnosticados com COVID-19 e internados nas UTIs 1, 2 e 5 durante os anos de 2020 e 2021, sendo avaliados 488 prontuários. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, no CAAE: 34826020.1.0000.0055. Resultados e discussão:Em relação ao uso de antibióticos, verificou-se 74,8% de Ceftriaxona, 71,5% de Azitromicina, 46,7% de Piperacilina + Tazobactam, 35,0% Meropeném, 13,3% de Teicoplanina, 10,5% de Vancomicina, 8,6% de Polimixina B, 6,0% de Levofloxacino, 5,5% de Clindamicina, 5,1% de Cefepima. Observou-se um aumento no uso da azitromicina, pelas suas propriedades antibacterianas, mas que também foi utilizada na pandemia do COVID-19 por seus efeitos anti-inflamatórios e imunomoduladores, porém sem eficácia no tratamento da COVID-19 demonstrado por vários estudos clínicos. As cefalosporinas e penicilinas foram  amplamente prescritas, sendo frequentemente escolhidas como primeira linha para o tratamento de infecções respiratórias, justificando assim sua predominância no contexto hospitalar e em UTIs. Conclusão: Dessa forma, faz-se necessário o uso racional de antibacterianos, evitando um aumento da resistência microbiana, assim como dos custos financeiros associados.

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Referências

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Publicado

05-09-2025

Como Citar

CARVALHO, Emanuelly Barbosa; FRAGA , Isabela da Fonseca; TELES, Erick Vinicius de Oliveira; LIMA, Laiz Freire; LEMOS, Gisele da Silveira; JESUS, Cleber Souza de. USO DE ANTIBACTERIANOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA COVID-19. Simpósio da Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência, [S. l.], v. 4, p. 8, 2025. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/sirmue/article/view/2133. Acesso em: 28 jul. 2026.