SÍNDROME PÓS-TERAPIA INTESIVA FAMILIAR (PICS-F): OS DESAFIOS ENFRETADOS POR CUIDADORES DE SOBREVIVENTES À DOENÇA CRÍTICA COM BAIXA MOBILIDADE

Autores

  • Vitória Duarte Ferreira Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB
  • Rodrigo Santos Queiroz Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

Palavras-chave:

Cuidador, Telerreabilitação, Fisioterapia, Unidade de Terapia Intensiva

Resumo

Introdução: A Síndrome Pós-Terapia Intensiva Familiar (PICS-F) abrange impactos físicos, emocionais e sociais vivenciados por familiares de pacientes críticos após a alta da UTI. A sobrecarga do cuidado contínuo pode gerar dor musculoesquelética, ansiedade e exaustão, comprometendo a qualidade de vida. Compreender esse fenômeno é essencial para um cuidado pós-UTI mais humanizado. Relato de experiência: O relato deriva do Projeto de telerreabilitação de Sobreviventes à Doença Crítica, desenvolvido pelo Hospital Geral Prado Valadares (HGPV) em parceria com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), sob coordenação do Grupo de Pesquisa em Fisioterapia e Terapia Intensiva (GPFITI/UESB). O projeto oferece acompanhamento remoto multiprofissional a pacientes e familiares após a alta da UTI, com foco em reabilitação funcional e suporte psicossocial. Durante os atendimentos, observou-se que os cuidadores familiares, majoritariamente mulheres e mães, enfrentam sobrecarga física e emocional significativa. Queixam-se de dor lombar, fadiga muscular e dificuldade em realizar manobras de transferência sem apoio técnico. No âmbito emocional, predominam estresse, ansiedade e sentimento de culpa, agravados pela incerteza quanto à recuperação do paciente. Em alguns casos, há indícios de exaustão mental e sintomas depressivos. A rotina de cuidados contínuos também implica reorganização familiar, afastamento do trabalho e aumento das despesas domésticas e com transporte, consultas e medicamentos. A telerreabilitação tem permitido identificar precocemente essas dificuldades e orientar intervenções de suporte e alívio. Conclusão: A experiência no projeto evidencia que a PICS-F impõe sobrecarga multifatorial aos cuidadores, exigindo atenção específica nos programas de reabilitação. A telerreabilitação mostra-se eficaz ao promover cuidado integral, acolhendo tanto o paciente quanto sua rede familiar. 

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Publicado

06-03-2026

Como Citar

FERREIRA, Vitória Duarte; QUEIROZ, Rodrigo Santos. SÍNDROME PÓS-TERAPIA INTESIVA FAMILIAR (PICS-F): OS DESAFIOS ENFRETADOS POR CUIDADORES DE SOBREVIVENTES À DOENÇA CRÍTICA COM BAIXA MOBILIDADE. Simpósio da Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência, [S. l.], v. 5, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/sirmue/article/view/6019. Acesso em: 13 abr. 2026.

Edição

Seção

Atualizações e práticas multiprofissionais em Atenção à Urgência e Emergência na integralidade do cuidado;