ESTRATÉGIAS DE FORTALECIMENTO DE REDES DE APOIO EM UM PROGRAMA DE TELERREABILITAÇÃO PARA SOBREVIVENTES DE DOENÇA CRÍTICA

Autores

  • Maira Fernanda Alencar Novais Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Alexa Rariane da Conceição de Oliveira Centro Universitário Jorge Amado - UNIJORGE
  • Anaclara Maciel  Santana Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB
  • Stefanny Souza Santiago Medeiros Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB
  • Rodrigo Santos de Queiroz Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

Palavras-chave:

Telerreabilitação, Apoio social, Doença crítica, Fisioterapia, Continuidade da assistência ao paciente

Resumo

Introdução: O cuidado integral a sobreviventes de doença crítica desafia os sistemas de saúde, sobretudo em contextos com acesso limitado à reabilitação. A telerreabilitação surge como estratégia, garantindo continuidade do cuidado e favorecendo a recuperação funcional. Contudo, em populações com baixa renda e escolaridade há sobrecarga dos cuidadores, evidenciando a necessidade de fortalecer redes de apoio. Relato de experiência: Este relato descreve estratégias para criação de redes de apoio vinculadas a um programa de telerreabilitação voltado a sobreviventes de doença crítica da UTI 1 do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), em parceria com o GPFITI-UESB e o PROEX/UESB. O projeto acompanhou remotamente pacientes egressos da UTI, com foco na recuperação da mobilidade funcional. As etapas incluíram identificação dos sobreviventes, contato com familiares, consultas on-line, triagem funcional, elaboração de planos terapêuticos individualizados e articulação de redes locais de apoio por meio de atendimentos síncronos e assíncronos. Durante a internação e após a alta, foram verificadas unidades de referência e serviços de reabilitação disponíveis. Na ausência desses, familiares, vizinhos e membros da comunidade foram envolvidos nas atividades, reduzindo a sobrecarga dos cuidadores. Em casos de lesões por pressão, profissionais de enfermagem e agentes comunitários foram acionados. Quando possível, fisioterapeutas domiciliares ou educadores físicos elaboraram planos funcionais; caso contrário, o suporte foi garantido por redes solidárias locais, fortalecendo o cuidado e o acompanhamento pós-UTI. Conclusão: A telerreabilitação integrada a redes comunitárias potencializa o cuidado continuado a sobreviventes de doença crítica, reduzindo desigualdades, otimizando recursos e garantindo a continuidade da reabilitação e a reintegração social pós UTI.

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Publicado

06-03-2026

Como Citar

NOVAIS, Maira Fernanda Alencar; OLIVEIRA, Alexa Rariane da Conceição de; SANTANA, Anaclara Maciel ; MEDEIROS, Stefanny Souza Santiago; QUEIROZ, Rodrigo Santos de. ESTRATÉGIAS DE FORTALECIMENTO DE REDES DE APOIO EM UM PROGRAMA DE TELERREABILITAÇÃO PARA SOBREVIVENTES DE DOENÇA CRÍTICA. Simpósio da Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência, [S. l.], v. 5, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/sirmue/article/view/6032. Acesso em: 13 abr. 2026.

Edição

Seção

Atualizações e práticas multiprofissionais em Atenção à Urgência e Emergência na integralidade do cuidado;