TENDÊNCIA TEMPORAL DA MORTALIDADE POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO BRASIL ENTRE 2015 E 2022

Autores

  • José Felipe Japur Ihjaz UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
  • Fontes de Queiroga Paulo Universidade Federal Fluminense/UFF

Palavras-chave:

Doenças do coração, Fatores de risco, Epidemiologia

Resumo

Introdução: O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das principais causas de morte no Brasil, com aumento gradual nas últimas décadas, refletindo o envelhecimento populacional e a persistência de fatores de risco cardiovasculares. Objetivo: Analisar a tendência temporal da mortalidade por IAM no Brasil entre 2015 e 2022, considerando variações regionais e demográficas. Método: Estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, com abordagem quantitativa, realizado a partir de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram incluídos óbitos por IAM (CID-10: I21) registrados entre 2015 e 2022 nas cinco regiões brasileiras. As variáveis analisadas foram ano, sexo, faixa etária e região geográfica. Calcularam-se taxas de mortalidade específicas por 100.000 habitantes. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas e analisados de forma descritiva, observando tendências temporais e regionais. Resultados e Discussão: Entre 2015 e 2022, registraram-se 611.269 óbitos por IAM. Observou-se tendência de crescimento anual, com pico em 2022 (81.854) e declínio apenas em 2020, ano de maior impacto da pandemia de COVID-19. A Região Sudeste concentrou 281.196 mortes (39,9/100.000 hab.), seguida do Nordeste (166.866). O perfil predominante foi masculino (58%) e de idosos ≥80 anos (27%). Esse aumento pode ser atribuído à urbanização, envelhecimento e maior detecção diagnóstica. A redução em 2020 possivelmente reflete subnotificação e atraso na procura por atendimento durante a pandemia. O crescimento posterior evidencia a retomada dos serviços e a persistência dos fatores de risco. Conclusão A mortalidade por IAM apresentou tendência crescente no Brasil, com oscilações durante a pandemia. Os dados reforçam a necessidade de fortalecer políticas de prevenção cardiovascular, melhorar o acesso ao atendimento emergencial e intensificar ações regionais de promoção à saúde. 

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Biografia do Autor

Fontes de Queiroga Paulo, Universidade Federal Fluminense/UFF

Universidade Federal Fluminense/UFF- Bacharela em Enfermagem

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Publicado

06-03-2026

Como Citar

IHJAZ, José Felipe Japur; PAULO, Fontes de Queiroga. TENDÊNCIA TEMPORAL DA MORTALIDADE POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO BRASIL ENTRE 2015 E 2022 . Simpósio da Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência, [S. l.], v. 5, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/sirmue/article/view/6154. Acesso em: 13 abr. 2026.

Edição

Seção

Atualizações e práticas multiprofissionais em Atenção à Urgência e Emergência na integralidade do cuidado;