MORTALIDADE VERSUS MORBIDADE HOSPITALAR POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO BRASIL ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DE 2019 A 2022
Palavras-chave:
Assistência hospitalar, Carga de doença, Indicadores de saúdeResumo
Introdução: O infarto agudo do miocárdio (IAM) apresenta elevadas taxas de mortalidade e morbidade, exigindo análises integradas que permitam compreender o impacto do agravo sobre a saúde pública brasileira. Objetivo: Comparar a mortalidade e a morbidade hospitalar por IAM no Brasil entre os anos de 2019 e 2022. Método: Estudo ecológico e descritivo de abordagem quantitativa, desenvolvido a partir de dados secundários dos sistemas SIM e SIH-SUS/DATASUS. Foram incluídas internações e óbitos com diagnóstico principal de IAM (CID-10: I21) registrados entre 2019 e 2022, abrangendo todas as regiões brasileiras. As variáveis analisadas foram ano, sexo, faixa etária e região geográfica. Os dados foram organizados e processados em planilhas eletrônicas, com cálculo das taxas por 100.000 habitantes e análise comparativa entre mortalidade e morbidade hospitalar. Resultados e Discussão: No período analisado, ocorreram 565.417 internações (taxa média de 266,6/100.000 hab.) e 310.810 óbitos por IAM (146,6/100.000 hab.). A Região Sudeste concentrou 276.846 internações (48,9%) e 143.000 óbitos (46%), seguida pelo Nordeste (110.727 internações e 84.000 óbitos). Houve predomínio do sexo masculino (n=360.125; 63,7%) e de indivíduos brancos (n≈164.000; 53,1%). A faixa etária de 60–69 anos apresentou maior morbidade (n=175.751; 31,1%), e a de ≥80 anos maior mortalidade (n≈84.000; 27%). A maior ocorrência em idosos reflete a transição demográfica e o acúmulo de fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão e dislipidemia. A concentração no Sudeste pode estar associada à maior densidade populacional e envelhecimento, além de melhores mecanismos de notificação. Conclusão: Entre 2019 e 2022, observou-se maior morbidade que mortalidade por IAM. Apesar disso, a alta razão óbitos/internações (≈55%) sugere gravidade significativa do agravo. O padrão observado indica necessidade de monitoramento contínuo e de estratégias voltadas à prevenção e à equidade em saúde.
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