TENDÊNCIAS REGIONAIS DA MORTALIDADE POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL NO BRASIL COMPARAÇÃO ENTRE OS PERÍODOS DE 2015–2018 E 2019–2022

Autores

  • Renivaldo Batista Dias Faculdade Unibras Juazeiro
  • Henrique Cananosque Neto Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Palavras-chave:

acidente vascular cerebral, Desigualdade Social, Transtornos vasculares do cérebro

Resumo

Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) permanece como uma das principais causas de óbito e incapacidade no Brasil. A análise das tendências regionais ao longo do tempo é essencial para compreender variações epidemiológicas e direcionar políticas de saúde pública. Objetivo: Analisar as tendências regionais da mortalidade por AVC no Brasil, comparando os períodos de 2015–2018 e 2019–2022. Método: Estudo ecológico e quantitativo, com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram incluídos óbitos por AVC (CID-10: I64) em todas as regiões do país. Calcularam-se frequências absolutas, relativas e taxas de mortalidade por 100.000 habitantes, estratificadas por período e macrorregião. Resultados e Discussão: Entre 2015 e 2018, registraram-se 115.093 óbitos por AVC (50% do total), e entre 2019 e 2022, 114.795. A taxa média de mortalidade reduziu de 14,1/100.000 hab. para 13,4/100.000 hab. O Sudeste manteve-se como a região mais afetada (≈39% dos casos), seguido do Nordeste (33%). Norte e Centro-Oeste apresentaram os menores índices, mas sem redução significativa. A leve queda observada entre 2017 e 2018 foi associada à expansão de programas de controle da hipertensão e campanhas de conscientização sobre AVC, enquanto o aumento entre 2020 e 2022 pode estar relacionado ao impacto da pandemia de COVID-19 no acesso à atenção emergencial. Em todas as regiões, a mortalidade concentrou-se em homens (51%), idosos ≥80 anos (42,8%) e indivíduos com baixa escolaridade. Conclusão: A mortalidade por AVC mostrou discreta redução entre 2015 e 2018, mas estabilidade posterior, revelando desigualdades regionais persistentes. O fortalecimento das políticas de prevenção e do atendimento rápido é essencial para reduzir mortes evitáveis e minimizar disparidades regionais. 

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Biografia do Autor

Henrique Cananosque Neto, Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Doutorando em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem, Universidade Estadual Paulista (UNESP)

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Publicado

06-03-2026

Como Citar

DIAS, Renivaldo Batista; CANANOSQUE NETO, Henrique. TENDÊNCIAS REGIONAIS DA MORTALIDADE POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL NO BRASIL COMPARAÇÃO ENTRE OS PERÍODOS DE 2015–2018 E 2019–2022 . Simpósio da Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência, [S. l.], v. 5, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/sirmue/article/view/6160. Acesso em: 13 abr. 2026.

Edição

Seção

Atualizações e práticas multiprofissionais em Atenção à Urgência e Emergência na integralidade do cuidado;