DESIGUALDADES SOCIAIS NA MORTALIDADE POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL E INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO BRASIL 2015 A 2022

Autores

  • Erick Silva Freire CENTRO UNIVERSITÁRIO DE EXCELÊNCIA - UNEX
  • Rafaela Fontes de Queiroga Paulo Universidade Federal Fluminense
  • Henrique Cananosque Neto Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Palavras-chave:

Desigualdade Social, Infarto, Infarto do miocárdio

Resumo

Introdução: As doenças cardiovasculares, especialmente o acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto agudo do miocárdio (IAM), figuram entre as principais causas de morte no Brasil. As diferenças regionais, socioeconômicas e educacionais ampliam a vulnerabilidade populacional, evidenciando as desigualdades sociais em saúde. Objetivo: Analisar as desigualdades sociais e regionais associadas à mortalidade por AVC e IAM no Brasil entre os anos de 2015 e 2022. Método: Estudo ecológico, de abordagem quantitativa, com base em dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram incluídos óbitos por AVC (CID-10: I64) e IAM (CID-10: I21), registrados em todas as regiões do país entre 2015 e 2022. As variáveis analisadas foram sexo, faixa etária, cor/raça, escolaridade e macrorregião. Calcularam-se frequências absolutas, relativas e taxas de mortalidade por 100.000 habitantes. Resultados e Discussão: Entre 2015 e 2022, ocorreram 229.888 óbitos por AVC e 611.269 por IAM. Em ambos os agravos, as maiores taxas concentraram-se na Região Sudeste (AVC: 90.619 óbitos; IAM: 281.196), seguidas do Nordeste. O perfil predominante foi de indivíduos do sexo masculino (AVC: 51%; IAM: 55%), idosos com 80 anos ou mais (AVC: 42,8%; IAM: 27%), cor branca (AVC: 47,1%; IAM: 53,1%) e com baixa escolaridade (AVC: 32% analfabetos; IAM: 74,8% com até 7 anos de estudo). As disparidades regionais e educacionais evidenciam o papel dos determinantes sociais e do acesso desigual aos serviços de saúde. Conclusão: As desigualdades sociais e regionais influenciam fortemente a mortalidade por AVC e IAM no Brasil, atingindo principalmente idosos, homens e pessoas de baixa escolaridade. O fortalecimento da atenção básica, das estratégias de prevenção e do acesso à assistência especializada é essencial para reduzir tais iniquidades e promover equidade em saúde cardiovascular. 

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Biografia do Autor

Rafaela Fontes de Queiroga Paulo, Universidade Federal Fluminense

Bacharela em Enfermagem, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Henrique Cananosque Neto, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Doutorando em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem, Universidade Estadual Paulista (UNESP)

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Publicado

06-03-2026

Como Citar

FREIRE, Erick Silva; PAULO, Rafaela Fontes de Queiroga; CANANOSQUE NETO, Henrique. DESIGUALDADES SOCIAIS NA MORTALIDADE POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL E INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO BRASIL 2015 A 2022 . Simpósio da Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência, [S. l.], v. 5, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/sirmue/article/view/6162. Acesso em: 13 abr. 2026.

Edição

Seção

Atualizações e práticas multiprofissionais em Atenção à Urgência e Emergência na integralidade do cuidado;