Submissões

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Condições para submissão

Como parte do processo de submissão, os autores são obrigados a verificar a conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. As submissões que não estiverem de acordo com as normas serão devolvidas aos autores.
  • O arquivo da submissão está em formato Microsoft Word, OpenOffice ou RTF.
  • O texto segue os padrões de estilo e requisitos bibliográficos descritos em Diretrizes para Autores, na página Sobre.
  • O trabalho a ser submetido é resultado de pesquisa concluída ou em andamento. Não se trata de um relato de experiência.

Diretrizes para Autores

NORMAS GERAIS DE FORMATAÇÃO, INSCRIÇÃO DOS TRABALHOS

  1. A submissão de trabalhos será realizada por meio de um resumo expandido, que poderá ser submetido e apresentado em português ou em espanhol.
  2. No ato da submissão deverão ser incluídos dois arquivos: template com identificação  e template sem identificação
  3. O resumo expandido deverá conter, no mínimo, 4 (quatro) e, no máximo, 5 (cinco) laudas, incluindo: título, identificação dos autores, texto, palavras-chave e referências.

3.1 Os resumos devem ser enviados em formato de editor de textos com o padrão .doc ou .docx, com as seguintes diretrizes:

  • Papel A4 (29,7cm x 21 cm)
  • Margens: superior e inferior 2,5 cm; direita e esquerda 3,0 cm
  • Fonte Times New Roman tamanho 12
  • Espaço entrelinhas de 1,5
  • Alinhamento justificado
  • As páginas não deverão ser numeradas
  • As notas de citações devem ser apresentadas conforme ABNT/NBR (10520:2023 ou superior)
  • As referências devem ser apresentadas conforme ABNT/NBR (6023:2025 ou superior)

3.2 O título do trabalho deverá ser formatado em letra maiúscula, em negrito, fonte tamanho 14, com alinhamento centralizado. Os nomes dos autores (as) serão incluídos logo abaixo do título do trabalho, após um espaço, alinhados à direita e acompanhados pela identificação (por extenso) da instituição, país de origem, endereço eletrônico dos autores/autoras e ORCID.

  1. Todos os trabalhos devem ser resultados de pesquisa concluída ou em andamento. Não serão aceitos relatos de experiência.
  2. O resumo expandido deverá conter: introdução; metodologia; resultados e discussões; conclusões; palavras-chave e referências.

5.1 A introdução deverá apresentar a temática/objeto, os objetivos e a justificativa do problema pesquisado, de forma clara, com base em revisão de literatura.

5.2 A metodologia deverá ser concisa e suficientemente clara, de modo a permitir a compreensão dos procedimentos adotados, incluindo as referências metodológicos do estudo e/ou das análises empregadas.

5.3 Os resultados e discussão deverão apresentar os dados obtidos até o momento. A discussão deverá ser fundamenta e comparada com a literatura utilizada na pesquisa, evidenciando sua relevância, vantagens e possíveis limitações.

5.4 As conclusões deverão ser elaboradas com base nos objetivos propostos e nos resultados obtidos.

5.5 As palavras-chave deverão ser em número no mínimo de 3 (três) e máximo de 5 (cinco) compostas por expressões relacionadas ao tema do trabalho, grafadas em letras minúsculas (a exceção dos nomes próprios, científicos e ou siglas), separadas por ponto e vírgula, na mesma linha, e inseridas logo após as conclusões, separadas destas, por um espaço, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, norma NBR (10520:2023 ou superior).

 5.6 As referências deverão contemplar exclusivamente os trabalhos mencionados no texto, elaboradas conforme as normas vigentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, norma NBR (6023:2025 ou superior).

 Observações importantes

 A quantidade máxima de autores por resumo é de, no máximo, 3 (três).

  • Cada autor poderá submeter até 5 (cinco) trabalhos, sendo 1 (um) na condição de autor e 4 (quatro) na condição de co-autor. Os (as) discentes de graduação somente poderão inscrever trabalhos em co-autoria com seu(sua) orientador (a).
  • Havendo mais de um autor, a submissão deverá ser realizada por apenas um dos autores.
  • Os trabalhos serão avaliados somente mediante a comprovação de pagamento de taxa de inscrição por TODOS os autores e do comprovante de vínculo (apenas para estudantes de graduação e de pós-graduação).
  • A avaliação, aceitação e eventual eliminação de trabalhos em cada Colóquio Temático são de responsabilidade dos respectivos coordenadores.
  • Serão aceitos somente os textos que atenderem as normas estabelecidas.
  • Os(as) proponentes, cujos trabalhos não forem aceitos, terão assegurada a sua inscrição  como ouvinte. A taxa de inscrição não será devolvida sob nenhuma circunstância.

Após a efetivação da submissão do Resumo Expandido, no Portal de Anais, será gerado um código identificador (ID), necessário à efetivação da inscrição no SigEventos UESB.

As inscrições no Colóquio deverão ocorrer exclusivamente pelo SigEventos da Uesb; que serão confirmadas oportunamente, desde que atendidas as normas do evento.  

CT 01 – DISCURSO, MEMÓRIA E RESISTÊNCIA

Este Colóquio Temático objetiva discutir o funcionamento dos discursos e da memória no contexto da nova (des)ordem global, considerando-se as condições de produção e de circulação das discursividades inscritas em distintas materialidades significantes. Interessa-nos investigar como sentidos se produzem e se (re)configuram sob o jogo de forças da memória, a partir das relações dos sujeitos com as ideologias e redes de saber/poder que atravessam os processos políticos, sociais e culturais do século XXI. Nesse cenário, marcado pelo avanço de discursos autoritários e pela emergência de diferentes efeitos de resistência, buscamos discutir os modos pelos quais os discursos produzem, deslocam e disputam sentidos. Serão acolhidos trabalhos que, sob perspectivas teórico-metodológicas da Análise do Discurso, discutam: (i) memória e discurso nas tensões entre já-ditos, apagamentos e deslocamentos de sentidos; (ii) processos de significação e efeitos discursivos que permitam observar as disputas simbólicas em torno de poder, autoritarismo e resistência.

CT 02 – ENTRE DISCURSOS: POESIA, HISTÓRIA E SOCIEDADE

A literatura, como campo rico em representações discursivas, tem sido objeto de estudo e análise a partir de perspectivas ricas e múltiplas, em que sobressaem desde aquelas que a concebem como reflexo de estruturas econômicas e sociais até aquelas que a ideiam como completamente autonomizada frente à empiria. O que todas elas têm em comum é o serem discurso crítico formulado a partir de outro discurso, esse ficto, que encontrou, desde a Poética de Aristóteles, seu domínio no campo do imaginário e da poesia. Propomo-nos coordenar um colóquio temático em que se tornem evidentes, a despeito das muitas abordadas críticas possíveis, o caráter polissêmico do discurso ficcional e o quanto ele tem se prestado à produção de valores opinativos heterogêneos, que conflitam entre si. É desse conflito que queremos tratar. Nossa proposta circunscreve o estudo da poesia aos Estados monárquicos europeus dos séculos XVI a XVIII, em que a produção poética apresentava, por meio do docere aristotélico, uma função instrutiva, carreadora de endoxa que reforçavam o status quo da monarquia absolutista. A poesia desse período se caracterizou por uma elocução ornada em excesso, em que o uso do ornamento dialético era critério de clivagem social e leitora e determinante da discrição ou da vulgaridade do leitorado. A poesia, dessa forma, apresentava um evidente caráter político, pois operava a seleção do público em conformidade com a obscuridade com direção característica de toda a poesia. A história dessas práticas letradas ainda está em curso e sua escrita permite uma melhor compreensão do cunho aristocrático da poesia áulica. O estudo das relações entre poesia, política e sociedade é desse modo proposto por nós, em atendimento ao eixo temático por nós selecionado.

CT 03 – INFÂNCIAS, CRIANÇA E EDUCAÇÃO INFANTIL

O Colóquio Temático Infâncias, Criança e Educação Infantil tem por objetivo aprofundar o debate sobre as infâncias, a criança e a educação infantil, principalmente, sobre as políticas públicas para a infância no Brasil. Nos últimos anos, presenciamos profundas mudanças no cenário político, econômico e na ordem geopolítica que tem como um dos principais marcos o ataque a democracia e tentativas de fortalecimento de governos totalitários. Fatores que tem provocado sérias mudanças nos diferentes setores da vida da população, principalmente da classe trabalhadora. Que lugares as crianças ocupam nesse cenário? Quais as perspectivas futuras? Quais movimentos de resistências em defesa e proteção das diferentes infâncias têm sido construídos? Que ações e políticas têm sido elaboradas no Brasil para melhorar as condições de vida da classe trabalhadora e das crianças brasileiras?

CT 04 – ESTADO, NAÇÃO E MOVIMENTOS SOCIAIS NA (DES)ORDEM GLOBAL DO SÉCULO XXI

A perspectiva desta proposta temática é a de congregar pesquisas a partir da formação e consolidação do Estado e da Nação brasileiros, bem como da análise acerca dos movimentos sociais, geopolíticos que emergem e transacionam frente a atual fase histórica do sistema capitalista carreada no espectro do que se admite como de nova (des)ordem global. Para tanto, serão admitidas, preferencialmente, propostas oriundas da História, Geografia, Antropologia, Filosofia, do campo do Direito e dos Estudos Culturais. A partir do escopo geral, pretende-se estabelecer debates tanto no campo teórico, quanto no empírico, envolvendo conceitos e experiências no passado e no presente. Propõe-se, também, abordagens concernentes às experiências democráticas e às crises sistêmicas do capitalismo manifestas por meios das tentativas de inserções autoritárias e neofascistas relativas aos eixos propostos.

CT 05 – MEMÓRIAS, REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, POLÍTICAS, GÊNERO E DROGAS

A realização do Colóquio Temático “Memória, representações sociais, políticas, gênero e drogas” é uma oportunidade de acompanhar, divulgar e socializar estudos e pesquisas que envolvam as temáticas desenvolvidas no GePAD, vinculado ao Museu Pedagógico, bem como estender o espaço para colaboração e trocas de experiências com pesquisadores(as) de outros espaços acadêmicos. Trata-se de promover um momento de produção de saberes a fim de viabilizar o fortalecimento e aprofundamento de estudos sobre os temas de forma que os participantes possam, ao mesmo tempo, aprender, ampliar e trocar conhecimentos.Trazer essa discussão para o XVI Colóquio Nacional e IX Colóquio Internacional do Museu Pedagógico pode contribuir para reflexões sobre preconceitos, práticas de exclusão, violências e direitos humanos frente à nova (des)ordem global. O diálogo entre pesquisadores(as) e estudantes que se dedicam em estudar a categoria gênero e/ou questões que envolvem memórias, representações sociais e o uso/abuso de drogas, por exemplo, pode ampliar o olhar para objetos de pesquisa nas Ciências Humanas e, em especial na educação, uma vez que são temas que permitem trazer questionamentos sobre formas de poder e desigualdades que são socialmente produzidas. Esperamos, assim, que a realização do colóquio temático envolvendo representações sociais, gênero, drogas, políticas possa ser uma estratégia para discutir formas de resistências na sociedade do século XXI.

CT 06 – MILITARIZAÇÃO DE ESCOLAS PÚBLICAS BRASILEIRAS NO AVANÇO DO NEOCONSERVADORISMO: TENSÕES, DEBATES E RESISTÊNCIAS

O colóquio temático “Militarização de escolas públicas brasileiras no avanço do neoconservadorismo: tensões, debates e resistências” tem como objetivo problematizar e debater o processo de militarização das escolas públicas no Brasil, compreendendo-o como parte de um contexto mais amplo de avanço de perspectivas neoconservadoras que tensionam princípios democráticos e a garantia do direito à educação. O evento propõe socializar e discutir resultados de pesquisas que analisam a militarização da sociedade e de instituições brasileiras, especialmente da educação pública e de suas escolas, bem como das instâncias democráticas que historicamente lhes dão sustentação, como conselhos, associações e outras formas de participação social. Busca, ainda, reunir pesquisadores(as), profissionais da educação, estudantes e representantes da sociedade civil, promovendo o intercâmbio acadêmico e o fortalecimento de redes de estudo sobre a temática, ao situar a militarização da educação brasileira no contexto dos debates contemporâneos e das resistências em defesa da escola pública e da vida democrática.

CT 07 – A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA NOVA (DES)ORDEM GLOBAL

A formação de professores, no contexto da nova (des)ordem global, tem sido fortemente influenciada por políticas educacionais de orientação neoliberal que impõem currículos centrados em competências, produtividade e avaliações em larga escala, alinhados a uma lógica mercadológica voltada à expansão e à acumulação do capital. Como resultado, a formação docente tende a ser reduzida a treinamentos técnicos orientados por resultados, esvaziando seu caráter crítico e reflexivo. Entre as principais implicações desse processo destacam-se a precarização e a intensificação do trabalho docente; a responsabilização pelos resultados educacionais e a limitação da autonomia pedagógica. Nesse cenário, aprofunda-se a disputa entre um projeto de formação alinhado às demandas do mercado e outro comprometido com a formação crítica e promoção da justiça social em contextos marcados pelo aprofundamento das desigualdades. Este CT pretende reunir trabalhos originados de pesquisas que discutam essas questões, bem como suas consequências no cotidiano escolar.

CT 08 – EDUCAÇÃO, CORPOS DISSIDENTES, POLÍTICAS DE MEMÓRIA: DESAFIOS HISTÓRICOS E GEOPOLÍTICOS

O Colóquio Temático (CT) constitui um espaço de reflexão crítica e de diálogo interdisciplinar dedicado à análise da educação e da memória como práticas de resistência em contextos autoritários e ditatoriais, tanto no passado recente quanto no presente. Seu objetivo é recuperar e problematizar experiências histórico-educativas que enfrentaram os desafios de períodos autoritários, oferecendo subsídios para compreender e resistir à atual (des)ordem geopolítica. Serão recebidas comunicações científicas de pesquisas concluídas ou em andamento que abordem temas como: desaparecimentos políticos; autoritarismos institucionais; direitos humanos; discursos antidemocráticos; narrativas negacionistas e revisionistas; práticas autoritárias e resistência em espaços políticos, educacionais e culturais; educação e políticas de memória; corpos dissidentes e grupos historicamente marginalizados; bem como projetos societários contra-hegemônicos.

CT 09 – LÍNGUAS EM USO, EDUCAÇÃO E LINGUAGEM

O Colóquio Temático línguas em uso, educação e língua(gem), situada na Nova (des)ordem global: geopolítica, autoritarismo e resistências no século XXI tem como objetivo fomentar reflexões sobre o ensino de línguas que percebam a língua(gem) como perpetradora das práticas colonialistas, gerando a colonialidade do ser, poder e saber, como afirma Quijano (2005). É necessário implementar um ensino de línguas que compreenda a língua(gem) como prática social descolonizadora, a fim de que se produza uma atividade linguageira mais humana e de respeito às diferenças, conforme Silva(2014).

CT 10 – O CURRÍCULO NARRATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: RESISTÊNCIA E VALORIZAÇÃO DAS CULTURAS INFANTIS

Este colóquio propõe refletir sobre o Currículo Narrativo na Educação Infantil como ato de resistência às ações pedagógicas padronizadas que invisibilizam a participação e autoria de bebês e crianças nos processos educativos. Emerge como possibilidade insurgente, pautada na escuta sensível, na autoria e na contextualização do fazer docente. Defende uma docência que reconhece capacidades, saberes, interesses, culturas e territórios de origem dos bebês e das crianças, promovendo aprendizagens de si e do mundo. Problematiza a padronização das ambiências institucionais, das proposições pedagógicas, da organização do tempo e dos espaços, bem como a ausência de materiais que expressem as produções comunitárias, a fauna e a flora locais. Ao reconhecer as infâncias como produtoras de sentidos, o Colóquio busca fomentar debates e experiências que fortaleçam ações em que o currículo se constrói com bebês e crianças, entrelaçando culturas, contextos e tradições.

CT 11 – (DES)ORDEM GLOBAL E OS IMPACTOS NUMA NOVA ORDEM NA/DA LÍNGUA

Em um cenário no qual é flagrada uma (des)ordem global, marcada por intensas transformações sociais, políticas, histórico-culturais e tecnológicas, torna-se pertinente refletir sobre os mo(vi)mentos e (re)organizações dos e nos grupos sociais. Com essa provocação e buscando refletir sobre uma possível nova ordem no mo(vi)mento linguístico, observável nas interações contemporâneas, neste colóquio temático, propomos uma discussão sobre fenômenos da língua em uso, buscando compreender como práticas linguísticas se articulam às dinâmicas de resistência na sociedade. Para tanto, as reflexões teóricas devem estar amparadas em teorias que versem sobre a variação e a mudança linguística e compreendam a língua como fenômeno social e dinâmico, continuamente reconfigurado pelas práticas dos falantes. Esperamos reunir pesquisas que investiguem fenômenos variáveis, construções emergentes e padrões de uso, bem como suas implicações para a sociedade contemporânea e para o ensino de língua que versem sobre formas de resistências linguísticas por meio de práticas sociopedagógicas.

CT 12 – ALFABETIZACIÓN CIENTÍFICA, EDUCACIÓN STEAM Y GÉNERO EN EL NUEVO (DES)ORDEN GLOBAL

Este Colóquio Temático propõe analisar criticamente a alfabetização científica e tecnológica, a educação STEAM e as relações de gênero como dimensões centrais para a formação democrática, emancipatória e inclusiva em contextos atravessados por desigualdades, disputas geopolíticas e processos de autoritarismo. A partir de uma perspectiva sociopedagógica e intercultural, na qual os povos originários não podem ser marginalizados, serão debatidas práticas educativas iniciais e de formação continuada, experiências formativas e pesquisas que articulem ciência, tecnologia, artes, sociedade e educação, em todos os níveis do sistema educacional, promovendo o pensamento crítico e a participação cidadã. O colóquio busca problematizar o papel da escola, da formação docente e dos espaços educativos na construção de saberes contextualizados, éticos e socialmente comprometidos, bem como na superação de desigualdades históricas relacionadas ao gênero no acesso, na permanência e na produção do conhecimento científico. Além disso, propõe-se fortalecer o papel das universidades no diálogo interdisciplinar e interinstitucional, por meio do intercâmbio de metodologias inovadoras voltadas a uma educação crítica, diversa e transformadora na América Latina.

CT 13 – CIÊNCIAS DA VIDA, ENSINO E FORMAÇÃO DOCENTE

Vivemos um cenário de incertezas, no qual instabilidades e conflitos se acentuam em diversas partes do mundo. O recrudescimento da fome, das guerras, das desigualdades e das migrações forçadas marca o contexto global e impacta diferentes atividades humanas, entre elas a ciência. Coadunamos com autores como Isabele Stengers, Humberto Maturana, Edgar Morin dentre outros que apontam, em diversas obras, para a necessidade de uma recivilização da humanidade, anunciando a ciência e a educação como importantes instrumentos civilizatórios. Nesse caminho, torna-se necessário resistir “à tentação de uma oposição brutal entre as ciências e os saberes chamados de não científicos”, cuja articulação é fundamental para responder aos desafios já em curso (STENGERS, 2015). Assim, este Colóquio propõe discutir, a partir de pesquisas concluídas ou em andamento, caminhos de articulação entre as ciências naturais e outros saberes. Busca-se refletir sobre contribuições que favoreçam processos de humanização e compreensão da chamada Era Planetária, conforme anunciado por Edgar Morin.

CT 14 – EDUCAÇÃO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM ESPAÇOS PRISIONAIS E SOCIOEDUCATIVOS

Este Colóquio Temático objetiva fomentar discussões críticas no âmbito da educação no sistema prisional e socioeducativo, enfatizando democracia, justiça social e formas de resistência. Para isso, consideram-se contextos contemporâneos marcados pelo avanço de perspectivas autoritárias, pela intensificação das desigualdades e pelas disputas geopolíticas que atravessam o cenário global. Nesse horizonte, busca-se problematizar desafios, limites e possibilidades das práticas educativas desenvolvidas nesses espaços, compreendendo a Educação como direito humano fundamental e dimensão essencial para promoção da dignidade, da cidadania e da reintegração social. O Colóquio também pretende contribuir para a socialização de conhecimentos, o fortalecimento de redes de pesquisa e a construção de práticas educativas comprometidas com a emancipação humana, a defesa dos direitos e a transformação social. Nessa perspectiva, acolhe produções acadêmicas que abordem Educação em Prisões e Práticas Socioeducativas voltadas para pessoas restritas e privadas de liberdade, contemplando diferentes abordagens teóricas e metodológicas situadas nos desafios educacionais nestes contextos.

CT 15 – DISCURSOS, EDUCAÇÃO E RESISTÊNCIAS NO MUNDO CONTEMPORÂNEO: QUESTÕES TEXTUAIS

O presente colóquio temático abre espaço para agregar trabalhos que investiguem práticas de linguagem a partir de diferentes perspectivas da Linguística Textual. Nessa direção, acolhem-se investigações que abordem processos de textualização e organização textual, estudos sobre gêneros discursivos, práticas de letramento, circulação de textos/discursos em ambientes digitais e produção de sentidos em contextos socioculturais contemporâneos, sobretudo as reflexões teórico-práticas voltadas à educação como espaço de memória, resistência e enfrentamento das desigualdades sociais. Além disso, acolhem-se também trabalhos que discutam os impactos da inteligência artificial nas práticas de linguagem e nos modos de produção, interpretação e circulação de textos, considerando seus efeitos nas práticas educativas e nas formas de participação social no mundo contemporâneo.

CT 16 – LINGUAGEM E PRÁTICAS SOCIAIS: RESISTÊNCIA EM CONTEXTO DE LINGUAGEM ATÍPICA

O objetivo deste colóquio temático é discutir e socializar resultados de pesquisas provenientes da neurolinguística discursiva, da teoria histórico-cultural e da neuropsicologia de Luria, promovendo um espaço de diálogo interdisciplinar e de aprofundamento teórico-metodológico. Reúnem-se estudos que investigam práticas sociais mediadas pela linguagem, contemplando seu funcionamento em contextos atípicos de desenvolvimento da linguagem (de bebês, crianças, jovens e adultos). São abordadas questões relacionadas ao desenvolvimento da linguagem em diferentes condições, incluindo síndromes genéticas, como a Trissomia 21 (T21), e, também, a respeito da linguagem de sujeitos afásicos e de sujeitos com doença de Alzheimer, contemplando pesquisas que abordam a relação entre linguagem e outros processos mentais superiores, tais como memória, atenção e funções executivas, discutindo sobre cognição e interação social. Integram ainda a este CT investigações orientadas por distintas abordagens linguísticas que discutem práticas de avaliação, orientação e intervenção, frente a resistência e ressignificação em contexto de linguagem atípica.

CT 17 – RELIGIÃO, VIOLÊNCIA E AUDIOVISUAL NA EXPERIÊNCIA CONTEMPORÂNEA

Neste colóquio, o objetivo é fomentar a reflexão a partir do encontro de pesquisas que focalizem interseções possíveis entre violência, religião e audiovisual. É notório estarem violência e religião como itens indissociáveis de uma mesma agenda marcada pela centralidade dos efeitos do modo contemporâneo de simbolização, caracterizado pela triangulação entre potenciais humanos de expressão, tecnologias de informação e comodificação. Logo, importa debater as reciprocidades estabelecidas entre as facetas atuais da crença e da fé com figuras relacionadas aos temas que circulam sob o rotulo da violência, mas à luz da dinâmica sociocultural em que ocorre a implicação das formas simbólicas visuais e audiovisuais, as quais funcionam como suportes midiáticos próprios à industrialização. Afinal, habitamos um tempo no qual a popularização das telas atinge um patamar formidável, imergindo na intimidade das pessoas com os usos dos celulares, respaldando importantes interpenetrações entre vida privada e pública, mas também vinculadas ao simbólico e à comodificação. Nesse sentido, essa relação entre violência(s), religião e audiovisual funciona como uma lente por meio da qual é possível enxergar o funcionamento de uma nova (des)ordem global.

CT 18 – DIÁLOGOS CONEXOS: PRÁTICAS SOCIOCULTURAIS E RESISTÊNCIAS

Que caminhos a diversidade da experiência humana pode indicar em momentos críticos, como forma de enfrentamento e resistência à nova (des)ordem global? Quando a hegemonia capitalista atingir as últimas fronteiras territoriais do planeta, a pluralidade das experiências culturais e artísticas ainda poderá apontar alternativas exequíveis? A humanidade não aprende com a História, por isso encadeamos eventos onde o anjo da História só vê uma catástrofe em ruínas acumuladas (Benjamin). O vendaval irresistível do progresso permitirá à História acordar seus mortos e reunir suas migalhas? Embora a História possa ensinar, quem é capaz de aprender sua lição? Este colóquio temático apresenta resultados de investigações com diversas abordagens teórico-metodológicas, tematizando a cultura e a arte em perspectiva crítica, política e transformadora, vinculadas aos encargos das resistências da humanidade à nova (des)ordem global e sua geopolítica autoritária arrasadora.

CT 19 – ETNICIDADES, RELAÇÕES RACIAIS E DE GÊNERO

Este Colóquio Temático pretende reunir estudos e pesquisas que tratam dos processos de etnicidade, das relações raciais e de gênero em distintos coletivos, a exemplo dos povos indígenas, comunidades quilombolas,
movimentos sociais, como também nos espaços de educação formal e não formal, na perspectiva da interseccionalidade. Buscamos, ademais, refletir acerca dos modos e formas de representação construídos sobre esses coletivos, tanto por parte do Estado quanto de grupos com os quais mantêm contatos, como também das representações que tais coletivos produzem sobre si, a partir de suas demandas. Contemporaneamente, as questões sobre gênero, raça, etnicidades têm produzido grandes tensões e debates, tanto no espaço acadêmico quanto na sociedade de modo geral. Esperamos, portanto, reunir pesquisas e pesquisadores(as) que têm se debruçado sobre essas questões, no sentido de contribuir com o debate político/acadêmico em torno das demandas que esses coletivos apresentam à sociedade.

CT 20 – EDUCAÇÃO E RELIGIÃO CRISTÃ NO BRASIL: OLHARES SOBRE A SOCIEDADE COLONIAL, IMPERIAL E REPUBLICANA

O Colóquio Temático intitulado “Educação e Religião Cristã no Brasil: olhares sobre a Sociedade. Colonial, Imperial e Republicana” propõe discutir e analisar a história e a memória da educação brasileira em sua amplitude institucional e sociopolítica do século XVI até a contemporaneidade, em seus aspectos legislativos, políticos e religiosos. Na leitura do processo histórico, tal proposta pretende considerar as abordagens relacionadas aos processos de configuração e contradições da educação na América Latina e no Brasil, bem como a atuação da Igreja Católica em contextos de formalização das tendências negativas do passado e do presente, originando conflitos em tempos de (des) caminhos da humanidade.

CT 21 – A INTENSIFICAÇÃO DA PRECARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO CONTEXTO DAS REFORMAS EDUCACIONAIS RECENTES

Esta proposta tem por objetivo discutir a intensificação da precarização da educação no contexto das reformas educacionais recentes. A precarização da educação no Brasil é um fenômeno complexo que envolve fatores históricos, políticos, econômicos e sociais, e está vinculada a infraestrutura inadequada das escolas públicas, a escassez de materiais didático-pedagógicos, a desvalorização do trabalho docente e as reformas educacionais que impõe a adequação do trabalho educativo à lógica de mercado. Nos últimos anos, após o golpe de 2016, a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), da reforma do Ensino Médio e da formação de professores, tem reduzido a formação a preparação de mão de obra qualificada por meio de uma racionalidade neotecnicista e alienadora. Esse quadro exige análises teóricas e compromisso político, no sentido da crítica e propositivas que reafirmem o papel da educação como direito e instrumento de transformação e justiça social.

CT 22 – MEMÓRIA, CAPITALISMO E EDUCAÇÃO: ATUAIS CONFIGURAÇÕES DO MUNDO DO TRABALHO

Este colóquio temático tem por objetivo socializar e discutir os resultados de pesquisas cujo foco seja os estudos no campo trabalho-educação, bem como análise das transformações do processo de trabalho na contemporaneidade. À luz das contradições imanentes do metabolismo capitalista, pretende-se problematizar conceitos como acumulação flexível, mercantilização da educação, uberização e precarização do trabalho, com ênfase nas metamorfoses ocorridas no âmbito do trabalho docente. Compreendemos que os estudos da memória social trazem importantes reflexões sobre temas como a proletarização docente, o produtivismo acadêmico e a expansão do ensino superior no Brasil, pautas atuais que demandam amplos debates.

CT 23 – TRABALHO DOCENTE E MUDANÇA TECNOLÓGICA: RECONFIGURAÇÕES HISTÓRICAS DO TRABALHO EDUCATIVO

A proposta desse CT tem como objetivo reunir pesquisas que analisem, em perspectiva histórica, as relações entre mudança tecnológica e trabalho docente, compreendendo a educação escolar e científica como parte das transformações mais amplas no mundo do trabalho. Parte-se do entendimento de que as tecnologias educacionais, em diferentes períodos históricos, estiveram articuladas às formas de organização, controle e intensificação do trabalho educativo. Na contemporaneidade, a incorporação das tecnologias digitais, das plataformas educacionais e das políticas de gestão por resultados tem produzido novas reconfigurações no trabalho docente, com impactos em sua formação inicial, na organização do trabalho escolar, nas condições e relações laborais e em sua subjetividade. São bem-vindos ainda estudos abordem essas questões na perspectiva de gênero, raça e etnia. O colóquio temático pretende, assim, contribuir para o debate sobre as transformações históricas do trabalho docente na educação escolar no contexto das mudanças mais amplas no mundo do trabalho.

CT 24 – TRABALHO-EDUCAÇÃO, ECONOMIA, CULTURA E PRODUÇÃO DE SABERES

O Colóquio Trabalho-Educação, Economia, Cultura e Produção de Saberes, tem por objetivo oportunizar momentos de reflexão e socialização acerca de pesquisas centradas em estudos no campo trabalho-educação, que reflitam sobre experiências de práticas culturais e econômicas, que abarcam diferentes empirias: comunidades ribeirinhas, quilombolas, pescadores artesanais, pequenos produtores rurais, além de grupos de economia popular solidária, economia doméstica, ocupação de fábricas, moradias, MST e outros movimentos sociais populares. Substanciados na concepção materialista da história, nos estudos de memória social, da educação e produção de conhecimento, nas suas inter-relações entre economia e cultura, que se constituem em modos de vida nos territórios, pretende-se ampliar e problematizar também estudos históricos acerca da formação da classe trabalhadora.

CT 25 – EXPRESSÕES TERRITORIAIS DAS CONTRADIÇÕES DO TRABALHO E DAS PRÁTICAS TRADICIONAIS

O objetivo do colóquio temático é dar continuidade ao aprofundamento das reflexões sobre as expressões territoriais das contradições do trabalho e problematizar o processo educativo inerente às diversas formas de resistências e (re)existências aliadas as lutas de classes na contemporaneidade diante da nova (des)ordem global. As propostas deverão contemplar discussões vinculadas a precariedade no mundo do trabalho e suas expressões no território; a subordinação e exploração do trabalho de homens e mulheres; as políticas de governo e de Estado no enfrentamento da fome no Brasil; discussões das (re)existências no campo e na cidade vinculadas as práticas culturais atreladas a transmissão de saberes e fazeres na produção e comercialização de alimentos nos circuitos curtos; avanço das organizações e movimentos sociais como perspectivas de resistência; a subordinação da memória e do trabalho ao capital em uma sociedade de classes e os processos de luta e de (re)existência na cidade e no campo.

CT 26 – LINGUA QUE CONSTRÓI E RESISTE: (DES)CONSTRUÇÃO DE AUTORITARISMOS E RESISTÊNCIAS NA (DES)ORDEM DOS SÉCULOS

A língua(gem) é um dos principais meios utilizados tanto para a construção de autoritarismos quanto para a resistência diante desses autoritarismos. Historicamente, quando um sistema opressor se instala em um país, uma das primeiras providências tomadas é a proibição da circulação de notícias, além da censura a filmes, livros, etc.. Na mesma ordem, movimentos sociais utilizam a língua(gem) como meio de se posicionar e também de combater o autoritarismo. Entendemos que conhecer a língua e seu funcionamento é uma das maneiras de se conhecer a instalação de regimes anti-democráticos e, principalmente, de estabelecer condições de resistências a esses regimes que sempre tentam se instalar. Conhecer e analisar a língua, seus sentidos, estruturas e formas de/em textos históricos e contemporâneos é, portanto, um modo imprescindível de enfrentamento e resistência na nova (des)ordem do Século XXI. Assim, este simpósio está aberto a trabalhos que investigam questões de linguagem nas áreas da Semântica, Sintaxe, Linguística Histórica, Filologia e trabalhos voltados a construção de corpora de língua.

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