VITRINE DIGITAL: UMA ANÁLISE INTERDISCIPLINAR SOBRE A SEXUALIZAÇÃO DA INFÂNCIA NO AMBIENTE DIGITAL

Autores

Palavras-chave:

Eca Digital, Sexualização infantil, Plataformas digitais, Políticas públicas, Responsabilidade civil

Resumo

Este artigo de caráter interdisciplinar analisa o fenômeno da sexualização da infância no ambiente digital, estabelecendo um diálogo entre as áreas da Psicologia e do Direito. Com a migração do desenvolvimento social para os espaços virtuais, crianças e adolescentes foram inseridos na dinâmica do "capitalismo de vigilância", sendo objetificados e tratados como produtos de engajamento por um modelo de mercado predatório. A pesquisa tem como objetivo analisar essa superexposição digital a partir de teorias psicológicas e examinar as recentes mudanças jurídicas voltadas à responsabilização das corporações de tecnologia. A metodologia adotada consiste em uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, conduzida por meio de revisão bibliográfica e análise documental, incluindo o Marco Civil da Internet e o recém-aprovado ECA Digital. Os resultados demonstram que, ao contrário da alegada neutralidade algorítmica defendida sob a égide do Marco Civil, as plataformas impulsionam ativamente conteúdos erotizados para reter a atenção e maximizar lucros, gerando severos impactos psicológicos aos usuários em desenvolvimento. Como mecanismo de resistência estatal, destaca-se o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), que, em seu artigo 23, proíbe a monetização de tais publicações e impõe sanções rigorosas às empresas negligentes. Conclui-se que a proteção integral infantojuvenil exige o fortalecimento de políticas públicas efetivas e a severa responsabilização civil das redes sociais frente à mercantilização do ambiente digital.

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Biografia do Autor

Brenda Nunes Nascimento Ferreira, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Estudante do 6 semestre de Direito na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Complementa sua formação acadêmica por meio do engajamento em Ligas Acadêmicas e na organização de eventos de extensão. Apresenta perfil proativo, com experiência em dinâmicas de educação jurídica comunitária com destaque para temas envolvendo o meio digital e os direitos da criança e do adolescente. Busca integrar o conhecimento teórico à resolução de demandas jurídicas e sociais concretas.

Mariana Barbosa Silva, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Graduanda em Psicologia na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Ao longo da formação, participou de monitoria acadêmica, cursos complementares em áreas como primeiros socorros psicológicos, avaliação psicológica e inclusão. Também conta com produção científica apresentada em congressos regionais e nacionais, abordando temas como luta antimanicomial, cuidado em saúde e ética no uso de tecnologias na psicologia.

Carlos Alberto Maciel Públio, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Possui graduação em Direito pela Universidade Federal da Bahia (1992), mestrado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2009) e doutorado em Memória, Linguagem e Sociedade pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB, (2016). Atualmente é professor adjunto da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Coordenador do Projeto de Pesquisa CNpq e Programa de Extensão Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente (NDCA/UESB). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito da Criança e do Adolescente, Direito do Consumidor, Direito Ambiental e Mediação.

Referências

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Publicado

2026-11-04