A CARNAVALIZAÇÃO DA MEMÓRIA: A PERFORMANCE DO UMBANDAUM EM CARAVELAS- BA
Palavras-chave:
Carnavalização, Memória, Performance, UmbandaumResumo
O grupo Afroindígena de Antropologia Cultural Umbandaum foi formado por caravelenses no ensejo das comemorações do centenário da abolição. A união de três artistas Jaco e Jó Galdino com Itamar dos Anjos Silva, em apresentações teatrais pelas ruas de Caravelas, Bahia, originou uma intervenção na festa do centenário da abolição, quando saíram às ruas carregando a faixa “100 anos da falsa abolição” (Pereira, 2023, p.13). A motivação de disputar a memória da abolição com os grupos da elite local evidencia uma batalha pelo significado, a qual nos interessa refletir. É na cultura afro-indígena que o coletivo encontra signos para realizar essa disputa sociossimbólica.
O Umbandaum é também um grupo carnavalesco, sendo um dos projetos do Movimento Cultural Arte Manha, que vem atuando na cidade de Caravelas e seus arredores através da arte e da educação afro-indígena. O Arte Manha que vem apresentando diversas fissuras na narrativa hegemônica que liga o extremo sul da Bahia à herança colonial, seja através da sua música marcada pela percussão, pela performance da dança e a estética negra durante os desfiles carnavalescos, e/ou pela produção de filmes que questionam a narrativa do colonialismo desde a “descoberta do Brasil pelos portugueses” até à implantação da eucaliptocultura, que envolve toda uma narrativa de progresso. Na presente comunicação buscamos compreender como o processo da carnavalização da memória faz parte da disputa sociossimbólica, através da análise da performance carnavalesca do Umbandaum em Caravelas, em 2025.
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Referências
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PEREIRA, Jéssica Silva. Os blocos afro baianos e o surgimento do grupo Afro-indígena de Antropologia Cultural Umbandaum: fluxos, subjetividades e conexões. In: Anais do 32º Simpósio Nacional de História – ANPUH Nacional. Jul. 2023, São Luís, MA.
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