VERBOS SINTAGMÁTICOS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO: REDE CONSTRUCIONAL, CONVERGÊNCIA DIASSISTÊMICA E IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO DE INGLÊS

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Palavras-chave:

Gramática de Construções Diassistêmica, Língua em uso, Construções verbo-partícula, Português brasileiro, Ensino de inglês

Resumo

A pesquisa analisa as construções verbo-partícula (CVP) no Português Brasileiro (PB), compreendidas como pareamentos forma–sentido organizados em rede, e discute suas contribuições para o ensino de inglês como língua adicional. O objetivo consiste em caracterizar essas construções, identificar suas zonas de convergência com o inglês e explorar as contribuições da Gramática de Construções Diassistêmica para o ensino de multi-word verbs. A fundamentação teórica apoia-se na Gramática de Construções Baseada no Uso, a partir das contribuições de Goldberg (2006), Bybee (2010) e Diessel (2019), e na Gramática de Construções Diassistêmica, conforme Höder (2018) e Freitas Junior et al. (2022). Metodologicamente, adota-se uma abordagem mista, que articula levantamento lexicográfico, seleção qualitativa de construções candidatas e análise de ocorrências no Corpus Brasileiro, disponível na plataforma Sketch Engine. As construções identificadas são organizadas em subesquemas formais, como [V + Prep], [V + Adv], [V + Prep + Adv] e [V + Adv + Prep], considerando-se aspectos como frequência, composicionalidade, convencionalização, especialização semântica e idiomaticidade. Os resultados indicam que as CVP do PB constituem uma rede construcional estruturada por subesquemas e famílias semânticas, abrangendo desde combinações próximas à regência verbal até construções com sentidos resultativos, aspectuais e idiomáticos. A análise também evidencia que a frequência não corresponde necessariamente à idiomaticidade e que as convergências entre português e inglês são parciais, envolvendo aproximações funcionais e diferenças formais, sintáticas, semânticas e pragmáticas. No âmbito pedagógico, a perspectiva diassistêmica permite mobilizar a língua materna como recurso de aprendizagem, favorecendo a comparação reflexiva entre padrões construcionais e a identificação de possíveis interferências entre as línguas. Conclui-se que o reconhecimento das CVP como uma rede de pareamentos forma–sentido contribui para a descrição do Português Brasileiro e oferece subsídios para um ensino de inglês que ultrapasse a memorização de listas de expressões, priorizando a compreensão de padrões, relações entre construções e especificidades de cada língua, em consonância com as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

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Biografia do Autor

Joedson dos Santos Azevedo, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/ Bahia/ Brasil

Mestre em Linguística pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGLin) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), membro do Grupo de Estudos em Linguística Histórica e em (Socio)funcionalismo (Grupo JANUS) e do Grupo Gramática de Construções e Interfaces Linguísticas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Especialista em Letras - Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Docência no Ensino de Letras - Inglês e Linguística Aplicada à Educação pela Faculdade Iguaçú (FI). Licenciado em Letras Modernas e Vernáculas pela Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Atuou como Coordenador Pedagógico e Professor de Língua Inglesa na Franquia UPTIME por quatro anos e meio. Tem experiência no ensino da disciplina Língua Inglesa no Ensino Regular, além de possuir experiência de estudo e trabalho no exterior para o aperfeiçoamento das habilidades técnicas e complementares. Possui experiência em Tecnologias da Informação e Linguagens de Programação. Possui interesse nos seguintes temas: Gramática de Construções (GC), Gramática de Construções Diassistêmica (DCxG), Linguística Funcional Centrada no Uso (LFCU), Linguística Aplicada à Educação, Aquisição de Segunda Língua (SLA) e Inglês como Língua Franca (IFL).

Referências

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Publicado

2026-11-04